Curitiba

Coritiba vence Palmeiras e assume provisoriamente a liderança

Matheus Galdezani viu Fernando Prass sair mal de gol, tocou por cobertura e garantiu a vitória por 1 a 0 no Couto Pereira

O jogador Dodô, do Coritiba, disputa bola com Keno, do Palmeiras (Foto: Giuliano Gomes, PR Press, Estadão Conteúdo)

Os novos experimentos do técnico Cuca na escalação não salvaram o Palmeiras de passar a quarta partida seguida do Campeonato Brasileiro sem marcar gols e perder para o Coritiba por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela quinta rodada. O resultado no Paraná premiou o time menos badalado, porém mais organizado e decidido sobre qual proposta de jogo seguir.

Aniversariante nesta quarta-feira, Cuca completou 54 anos com mais tentativas na escalação do tão desfalcado Palmeiras. Pela primeira vez no ano, o time juntou Antonio Carlos e Juninho na zaga e reuniu como titulares os volantes Felipe Melo e Thiago Santos para reforçar a marcação. A equipe mais uma vez não teve meias de origem, por apostar na velocidade pelas laterais com Michel Bastos e Keno.

O jogo começou com o Coritiba na busca pela liderança - chegou a 12 pontos - e o Palmeiras preocupado com os três jogos seguidos sem marcar pelo Brasileirão - sem ganhar, tem apenas quatro pontos, perto da zona de rebaixamento. Pela existência destas diferentes motivações, a partida foi bem movimentada no primeiro tempo. O time de Cuca optou em forçar pela esquerda, com Keno, mas parava no goleiro Wilson. Já a equipe da casa era mais perigosa nas bolas paradas.

Por cobertura

As seis ausências do Palmeiras, provocadas por lesões e convocações, começaram a pesar no segundo tempo. Uma falha coletiva de marcação, posicionada em linha, permitiu que um lançamento da defesa do Coritiba encontrasse um volante livre na área. Matheus Galdezani viu Fernando Prass sair mal de gol e tocou por cobertura para fazer 1 a 0, aos seis minutos.

A reação de Cuca com a desvantagem foi mudar a essência da equipe. O Palmeiras começou sem meias de origem, para depois colocar dois armadores. Os jovens Raphael Veiga e Hyoran entraram para mudar o estilo de jogo. Em vez de somente apostar na correria pelas laterais, o objetivo passou a ser elaborar melhor os ataques.

As alterações pouco mudaram a partida. O Palmeiras perdeu movimentação, não criou e passou longos minutos trocando passes na defesa, enquanto que o Coritiba ajeitou a marcação, à espera do tempo passar. Como estava mais organizado, ainda conseguiu ameaçar.

O novo tropeço pressiona o Palmeiras a se questionar o quanto os 12 reforços e os mais de R$ 80 milhões investidos se traduzem em força do elenco. Afinal, pelo futebol fraco exibido contra o Coritiba, o atual campeão brasileiro está muito níveis abaixo das expectativas traçadas para 2017.

FICHA TÉCNICA

CORITIBA 1 x 0 PALMEIRAS

CORITIBA - Wilson; Dodô, Marcio, Werley e William Matheus; Alan Santos, Matheus Galdezani (Jonas) e Tiago Real; Rildo (Walisson Maia), Henrique Almeida (Iago Dias) e Kleber. Técnico: Pachequinho.

PALMEIRAS - Fernando Prass; Mayke (Róger Guedes), Antônio Carlos Juninho e Egídio (Hyoran); Thiago Santos (Raphael Veiga) e Felipe Melo; Michel Bastos, Tchê Tchê e Keno; Willian. Técnico: Cuca.

GOL - Matheus Galdezani, aos 6 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Rildo, Marcio, William Matheus e Matheus Galdezani (Coritiba); Thiago Santos, Felipe Melo e Antônio Carlos (Palmeiras).

ÁRBITRO - Bráulio da Silva Machado (SC).

RENDA - R$ 659.410,00.

PÚBLICO - 16.648 pagantes.

LOCAL - Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).

Envie seu comentário

Comentários (0)

Atlético-PR e Fluminense desfalcados empatam no Maracanã

O jogo foi válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e agora o Furacão soma dois pontos em cinco rodadas

Na próxima rodada, Furacão recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada (Foto: Márcio Mercante, Agência O Dia, Estadão Conteúdo)

Em duelo marcado pelos inúmeros desfalques, Fluminense e Atlético Paranaense até fizeram um bom início de jogo nesta terça-feira, no estádio do Maracanã, no Rio, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas no segundo tempo, quando parecem ter sentido a cansativa sequência, os times caíram no marasmo e ficaram no empate por 1 a 1. Pior para o clube carioca, que teve um a mais nos minutos finais e não conseguiu aproveitar a chance de sair com a vitória.

O resultado deixou o Fluminense com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão. Já o Atlético Paranaense segue necessitando de uma urgente reação: é apenas o 18.º com dois pontos, dentro da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileirão neste final de semana: o Fluminense encara o Palmeiras no sábado, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, enquanto que o Atlético Paranaense recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Segundo tempo pouco inspirado

Em situações bem distintas na tabela de classificação antes do apito inicial, Fluminense e Atlético Paranaense tinham ao menos algo em comum: os inúmeros desfalques para o duelo desta terça-feira. O técnico Abel Braga, por exemplo, não pôde contar com Orejuela, Pierre, Sornoza, Gum, Renato Chaves, Wellington Silva e Douglas. Desfalques que descaracterizaram a escalação inicial e diminuíram o ímpeto ofensivo do Fluminense.

Já o técnico Eduardo Baptista, embora também tivesse as ausências de Weverton, Thiago Heleno, Matheus Rossetto e Grafite soube inicialmente lidar melhor com os desfalques, fechou bem o time e apostou nos contra-ataques.

Estratégia que demorou apenas sete minutos para dar resultado. As duas equipes ainda se estudavam quando Lucho González deu passe nas costas de Richarlison e o lateral-direito Jonathan, sem marcação, cruzou rasteiro para Pablo escorar e abrir o placar.

Um bonito gol que serviu, enfim, para despertar o Fluminense, escalado com novidades no meio de campo como Eduardo Henrique e Renato. E foi justamente com boa participação da dupla, além de Gustavo Scarpa, que o time criou suas melhores oportunidades.

Organizando o meio de campo, distribuindo bons passes e demonstrando estar plenamente recuperado após a contusão, Gustavo Scarpa fez boa jogada aos nove minutos, a bola sobrou na lateral e Lucas cruzou para Richarlison cabecear com perigo. Apenas três minutos depois Luiz Fernando arriscou de longe - Santos defendeu. E, no lance seguinte, Scarpa aproveitou desarme do volante e finalizou por cima.

O Atlético Paranaense, aos poucos, encaixou a marcação. E o duelo parecia controlado até que, aos 32 minutos, Gustavo Scarpa aproveitou cobrança curta de escanteio e cruzou para Reginaldo. Quase de raspão, com sutileza, o zagueiro cabeceou e a bola entrou no canto.

O gol animou o Fluminense. Melhor até o intervalo e no início do segundo tempo, porém, o time carioca rondava a área e pecava no último passe. Pressionava, mas não assustava o goleiro Santos. E o duelo foi diminuindo de ritmo até Douglas Coutinho - que entrara no lugar do apagado Eduardo da Silva - finalizar com perigo aos 10 minutos, rasteiro e no canto, em bola que raspou a trave.

Foi um dos raros lampejos do segundo tempo. Fluminense e Atlético Paranaense viram os seus ritmos despencarem e o marasmo dominou o duelo. Absolutamente nada era criado. O momento dramático veio aos 30 minutos, quando Renato tentou uma bicicleta e acertou a cara de Wanderson. Caído no gramado e quase sem se mexer, o zagueiro precisou ser imobilizado e levado de ambulância ao hospital.

Como já havia feito as três substituições, o Atlético Paranaense ficou com um a menos e Abel Braga colocou o Fluminense no ataque com a entrada de Marcos Júnior no lugar de Luiz Fernando. A pressão até aumentou. Mas o time carioca, sem qualquer inspiração no segundo tempo, ainda viu Nikão perder chance clara aos 51 minutos e amargou um empate em pleno Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 x 1 ATLÉTICO-PR

FLUMINENSE - Júlio César; Lucas (Matheus Alessandro), Henrique, Reginaldo e Léo; Luiz Fernando (Marcos Júnior), Wendel e Renato; Gustavo Scarpa, Richarlison (Pedro) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.

ATLÉTICO-PR - Santos; Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Eduardo Henrique (Matheus Rossetto), Otávio e Lucho González (Deivid); Nikão, Pablo e Eduardo da Silva (Douglas Coutinho). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - Pablo, aos 7, e Reginaldo, aos 32 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Richarlison, Léo e Renato (Fluminense); Lucho González, Jonathan e Santos (Atlético-PR).

ÁRBITRO - Igor Junio Benevenuto (MG).

RENDA - R$ 255.900,00.

PÚBLICO - 13.029 pagantes (14.843 no total).

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Clique aqui para ver a tabela do Brasileirão

Envie seu comentário

Comentários (0)

Desgastado e sem Weverton, Furacão busca a primeira vitória

Penúltimo colocado na Série A, o time encara o Fluminense nesta terça (6), às 20 horas, no Maracanã

Matheus Galdezani, do Coritiba, disputa bola com Nikão, do Atlético, no clássico disputado pela quarta rodada da Série A (Foto: Giuliano Gomes, PR Press, Estadão Conteúdo)

O Atlético Paranaense não poderia ter início pior no Campeonato Brasileiro: foi vazado seis vezes na estreia, tropeçou duas vezes seguidas em casa e ainda perdeu um clássico estadual, resultado que o afundou na zona de rebaixamento no último fim de semana. Tentando reverter esse péssimo momento, o time encara o Fluminense nesta terça-feira, às 20 horas, no estádio do Maracanã, no Rio, na abertura da quinta rodada.

O problema é que os tropeços não são a única preocupação do técnico Eduardo Baptista. Contando com um elenco com vários jogadores experientes, o treinador vê o time, também envolvido na disputa da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, já bastante desgastado.

Por isso, Eduardo Baptista sabe que o time precisa reagir logo no Brasileirão, antes de encarar os confrontos mata-mata pelas duas competições. Apesar disso, o treinador admite a possibilidade de poupar alguns titulares, preocupado em evitar o risco de perder algum jogador lesionado.

Neste sentido, o centroavante Grafite dificilmente deverá ser aproveitado, ainda mais após ser substituído durante o clássico contra o Coritiba por causa de dores na coxa. Ederson é o favorito para assumir a sua vaga no ataque atleticano.

Thiago Heleno, Lucho González, Matheus Rossetto e Otávio são os jogadores que mais preocupam Eduardo Baptista em relação ao desgaste físico, mas a tendência é que eles comecem jogando, embora alguma alteração por cansaço no meio de campo não esteja descartada.

Certo mesmo é o desfalque do goleiro Weverton, que está com a seleção brasileira na Austrália, sendo substituído por Santos. E o último jogo do time contra o Fluminense traz ótimas lembranças para o goleiro, que defendeu pênalti aos 46 minutos do segundo tempo do empate por 1 a 1, no mesmo Maracanã, na reta final do Brasileirão de 2016. Agora espera ajudar o time a começar a reagir no Brasileirão.

Leia também
Chapecoense vence e reassume liderança; Coritiba termina rodada em quarto

Envie seu comentário

Comentários (0)