Curitiba

Corinthians termina com um campeonato em um turno

Marcelo Batata, colunista do RIC Mais, dá o seu palpite sobre o campeão brasileiro de 2017; confira

O Corinthians encerra o primeiro turno do Campeonato Brasileiro sem perder uma partida sequer (Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians/ Fotos Públicas)

Invicto – jamais um time havia passado todo o primeiro turno sem perder desde que começou o Brasileirão de pontos corridos. O time comandado por Carille obteve 14 vitórias e cinco empates, com aproveitamento fantástico de 82,5% nesta etapa do campeonato. São 34 partidas sem derrota. No turno inteiro, o Corinthians ficou sete minutos atrás no placar. Ainda, no jogo de sábado (5), contra o Sport, cometeu apenas uma falta no jogo inteiro. O Corinthians está com a taça na mão.

Mesmo com a ótima campanha do Grêmio, que tem aproveitamento de campeão, comparado a times que ganharam em anos anteriores o campeonato, o Corinthians supera todos os adversários com uma campanha nunca antes vista neste formato de campeonato. Considerando que passou um turno inteiro sem derrota, se no segundo turno perder 10 partidas e ganhar somente nove jogos, as estatísticas dizem que, mesmo assim, será o campeão.

Estamos em 7 de agosto e este colunista afirma que, mesmo ainda faltando 19 rodadas (um turno inteiro), o campeão do Brasileirão 2017 tem nome: Sport Club Corinthians Paulista.

Restam aos demais times do campeonato rever seus planejamentos e focar nas Copas que ainda estão em disputa, como a Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana. Pois, mesmo se o Corinthians tropeçar em algumas partidas, os concorrentes terão que fazer campanhas fora da curva para chegar próximo ao líder. Aliás, uma das vantagens do Corinthians em relação a Grêmio, Santos e Palmeiras, por exemplo, é não estar na disputa da Libertadores e nem da Copa do Brasil, competições essas que fizeram esses times terem poupado titulares nas partidas do Campeonato Brasileiro. Pra ter uma ideia, o Corinthians só volta a jogar agora em 19 de agosto.

Recuperação paranaense – após a ameaça dupla da zona de rebaixamento, Coritiba e Atlético vem em plena recuperação no Campeonato Brasileiro. O Coritiba venceu duas partidas seguidas, e o Atlético venceu três partidas seguidas, sendo a última uma grande vitória fora de casa frente ao time reserva do Palmeiras. Alívio geral em Curitiba, com seus representantes em oitavo e nono lugar no campeonato.

Luan – o melhor jogador da atualidade jogando no futebol brasileiro, na minha opinião, está praticamente de saída do Grêmio, com destino provável à Europa. Sem ele, o time de Renato perde sua principal referência técnica e diminui consideravelmente as chances de título nas competições que disputa.

Da série, boas entrevistas – entrevista do jogador Marlone, do Galo, pós-jogo contra o Grêmio: “Começamos bem, mas nos desestruturamos depois do gol do Grêmio”. Um pequeno detalhe, o gol foi aos quatro minutos de partida.

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Coritiba vence Chapecoense e quebra jejum em casa no Brasileirão

Disposto a voltar a ganhar dentro de casa, o Coritiba começou tentando tomar as iniciativas ofensivas

Coritiba e Chapecoense se enfrentaram neste domingo (6), no Couto Pereira (Foto: Sirli Freitas/ Fotos Públicas)

O Coritiba fechou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro selando a paz com sua torcida ao vencer a Chapecoense por 2 a 0, neste domingo (6), no Couto Pereira. Rompeu a série negativa em casa onde não vencia há seis rodadas, com três empates e três derrotas, além de emendar a segunda vitória seguida, porque no meio de semana tinha superado o São Paulo, por 2 a 1, no Morumbi.

Essas duas vitórias empurram o time paranaense para uma posição intermediária da tabela, com 25 pontos. A Chapecoense, que tinha empatado sem gols com o Bahia em casa, na rodada anterior, continua com 22 pontos, mais perto da zona do rebaixamento, em situação preocupante.

Disposto a voltar a ganhar dentro de casa, o Coritiba começou tentando tomar as iniciativas ofensivas. Mas seu meio-campo estava muito disperso, errando passes e não chegando com perigo na frente. Sempre com mais disposição, diante de um adversário muito atrás e sem alternativa até mesmo para o contra-ataque.

Mesmo sem finalizar, o Coritiba abriu o placar aos 21 minutos. O lance começou numa falta cobrada por Thiago Carleto no lado direito. Ele levantou na grande área, onde Alecsandro apareceu entre três zagueiros e deu um leve toque de cabeça para as redes. A defesa reclamou impedimento, em um lance muito difícil.

Na comemoração, ele saiu fazendo careta em homenagem ao seu pai, o ex-atacante Lela, que participou da campanha do título nacional de 1985. O camisa 85 festejou muito com a torcida em tarde de estreia do novo uniforme, todo verde oliva, em homenagem ao exército brasileiro. Uma escola militar funcionou no antigo estádio do clube.

A Chapecoense continuava sem mostrar força e ainda cometia erros de passes. Em um deles, a bola foi recuperada rapidamente por Rildo que a carregou até a entrada da área e soltou a bomba no canto esquerdo de Jandrei, fazendo 2 a 0 aos 43 minutos.

O time catarinense precisava sair para o jogo. Foi o que aconteceu no segundo tempo, quando o meia equatoriano Pinella entrou no lugar do volante Luiz Antonio. Teve uma boa chance logo aos dois minutos, quando Wilson tentou cortar um cruzamento e a bola caiu na cabeça de Pinella. A bola ia em direção ao gol, mas foi aliviada pelo zagueiro Márcio.

Ainda na pressão, a Chapecoense teve outra boa chance aos 11 minutos, quando Arthur entrou na área pelo lado direito e bateu forte. O goleiro Wilson rebateu com os pés para escanteio.

Depois disso, o Coritiba se adiantou um pouco, passou a tocar a bola para segurar o resultado. Nem tentou atacar, mesmo porque o goleiro Jandrei não fez nenhuma defesa. A vitória já estava garantida.

O Coritiba agora tem uma semana de descanso antes do início do segundo turno do Campeonato Brasileiro. No próximo sábado (12), vai enfrentar o lanterna Atlético-GO, fora de casa. A Chapecoense só volta a campo pelo Brasileirão em 20 de agosto contra o Palmeiras, em São Paulo. Nesta segunda-feira (7) faz um amistoso contra o Barcelona, na Espanha.

Ficha técnica:

Coritiba 2 X 0 Chapecoense
Coritiba: Wilson; Léo, Márcio, Luizão e William Matheus; Jonas, Alan Santos e Matheus Galdezani (João Paulo); Rildo (Filigrana), Henrique Almeida e Thiago Carleto (Neto Berola). Técnico: Marcelo Oliveira.
Chapecoense: Jandrei; Diego Renan, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Roberto; Andrei Girotto, Lucas Marques, Luiz Antonio (Penilla) e Seijas (Guerrero); Júlio César (Túlio de Melo) e Arthur. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Gols: Alecsandro, aos 21, e Rildo, aos 43 minutos do primeiro tempo.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO).
Renda: R$ 225.350.
Público: 12.871 pagantes.
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).

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Atlético-PR vence a 3ª seguida no Brasileirão e freia embalo do Palmeiras

Time paranaense marcou aos 18 minutos do primeiro tempo

O Atlético-PR levou a melhor na casa do adversário (Foto: Fabio Wosniak/Site Oficial)

O Palmeiras amargou, neste domingo (6), sua segunda derrota dentro de casa no Campeonato Brasileiro. Com um time reserva, não teve forças nem competência para superar o Atlético-PR e perdeu por 1 a 0, gol de Thiago Heleno, aos 18 minutos do primeiro tempo, pela 19ª rodada.

Antes, havia perdido no Allianz Parque somente para o Corinthians por 2 a 0. Assim, a equipe encerra sua participação no turno da competição de forma melancólica, mas ainda entre os melhores do torneio, em quarto lugar, longe do líder Corinthians - a diferença é de 15 pontos - e de olho "apenas" na Copa Libertadores - joga nesta quarta-feira (9), em casa, contra o Barcelona, do Equador, pelas oitavas de final. A boa notícia ficou por conta da volta do volante Moisés.

Foi um primeiro tempo sonolento do Palmeiras. Cuca preferiu discutir mais com o árbitro do que organizar sua equipe. Parecia que a formação fazia sua primeira apresentação junta, tamanho era o descompasso entre os setores. O entrosamento estava tão longe do ideal que Fernando Prass optou pelas ligações diretas ao ataque. Em algumas ocasiões, de goleiro para goleiro - atravessando o meio de campo e os homens de frente. Mas a marcação do Atlético-PR não deu espaço nem brechas. O Palmeiras jogava mal e, pior, se contentava em tocar a bola de lado, sem oferecer perigo ao gol de Weverson.

Com a marcação encaixada atrás da linha da bola, e até do meio de campo, o Atlético-PR explorou os erros dos donos da casa. Sem conseguir nada no ataque, o nervosismo já podia ser sentido no time do Palmeiras logo nos primeiros minutos. Nada dava certo. Fabiano deixava uma avenida pela direita, nem sempre coberta por Jean. Na esquerda, Michel Bastos tinha trabalho na marcação e não funcionava até a linha de fundo. Diante de tamanha fragilidade, o time do Paraná avançou. Em um escanteio aos 18 minutos, Thiago Heleno subiu mais do que Juninho e marcou gol de cabeça: 1 a 0, um merecido castigo ao time mais desarrumado em campo. O único que tentou sair do lugar-comum no setor ofensivo no primeiro tempo foi Raphael Veiga, mesmo assim trocado por Cuca no intervalo para a reestreia de Moisés.

Sair na frente era tudo que o Atlético-PR queria para manter sua forma de jogar como visitante. A equipe continuou explorando os erros de passes (e foram muitos) dos donos da casa. Quando atacava, o Palmeiras era uma equipe confusa. Reclamou de alguns toques de mão na área, mas nenhum deles ficou caracterizado como pênalti. Aos 46, Prass ainda teve de fazer boa defesa para impedir gol de Ederson - seria o segundo dos visitantes. A derrota parcial quebrava uma sequência de cinco partidas sem derrota do Palmeiras no Campeonato Brasileiro e jogava por terra a tentativa de o time conseguir um ponto a menos do que obteve no primeiro turno do torneio nacional do ano passado, quando se sagrou campeão.

A única boa notícia do jogo para o Palmeiras foi a volta de Moisés. Ele fez sua primeira partida após passar por cirurgia e longo período de recuperação, entrando no lugar de Raphael Veiga. Mesmo assim, o time não conseguiu achar o caminho do gol em sua casa. Teve mais oportunidades do que na etapa inicial e exigiu, ao menos, que o goleiro Weverson sujasse o uniforme, com duas boas defesas, uma delas nos pés de Erik, em um abafa providencial. O Atlético-PR, em vantagem, desistiu no ataque, chamou o Palmeiras para dentro de sua área sem, no entanto, perder o poder de marcação. Tomou mais sustos, mas conseguiu sustentar o marcador e a vitória, sua terceira nas últimas três rodadas do Nacional.

Com isso, o Atlético-PR chegou aos 26 pontos, na zona intermediária da classificação. Assim como para o Palmeiras, o seu próximo compromisso será pela Libertadores - na quinta-feira (10) visita o Santos, na Vila Belmiro, pelas oitavas de final, tentando reverter o placar de 3 a 2 sofrido no jogo de ida.

Ficha técnica:

Palmeiras 0 X 1 Atlético-PR
Palmeiras: Fernando Prass, Fabiano, Edu Dracena, Juninho (Antônio Carlos) e Michel Bastos; Jean, Tchê Tchê, Zé Roberto e Raphael Veiga (Moisés); Erik (Deyverson) e Borja. Técnico: Cuca.
Atlético-PR: Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Fabrício; Estevan Pavez, Lucho González (Eduardo Henrique), Sidcley e Guilherme; Pablo Felipe (Nikão) e Ederson (Lucas Fernandes). Técnico: Fabiano Soares.
Gol: Thiago Heleno, aos 18 minutos do primeiro tempo.
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF).
Cartões amarelos: Michel Bastos (Palmeiras); Guilherme, Fabrício e Paulo André (Atlético-PR).
Renda: R$ 1.706.659,17.
Público: 29.722 pessoas.
Local: Allianz Parque, em São Paulo.

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