Curitiba

Atlético-PR e Fluminense desfalcados empatam no Maracanã

O jogo foi válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e agora o Furacão soma dois pontos em cinco rodadas

Na próxima rodada, Furacão recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada (Foto: Márcio Mercante, Agência O Dia, Estadão Conteúdo)

Em duelo marcado pelos inúmeros desfalques, Fluminense e Atlético Paranaense até fizeram um bom início de jogo nesta terça-feira, no estádio do Maracanã, no Rio, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas no segundo tempo, quando parecem ter sentido a cansativa sequência, os times caíram no marasmo e ficaram no empate por 1 a 1. Pior para o clube carioca, que teve um a mais nos minutos finais e não conseguiu aproveitar a chance de sair com a vitória.

O resultado deixou o Fluminense com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão. Já o Atlético Paranaense segue necessitando de uma urgente reação: é apenas o 18.º com dois pontos, dentro da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileirão neste final de semana: o Fluminense encara o Palmeiras no sábado, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, enquanto que o Atlético Paranaense recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Segundo tempo pouco inspirado

Em situações bem distintas na tabela de classificação antes do apito inicial, Fluminense e Atlético Paranaense tinham ao menos algo em comum: os inúmeros desfalques para o duelo desta terça-feira. O técnico Abel Braga, por exemplo, não pôde contar com Orejuela, Pierre, Sornoza, Gum, Renato Chaves, Wellington Silva e Douglas. Desfalques que descaracterizaram a escalação inicial e diminuíram o ímpeto ofensivo do Fluminense.

Já o técnico Eduardo Baptista, embora também tivesse as ausências de Weverton, Thiago Heleno, Matheus Rossetto e Grafite soube inicialmente lidar melhor com os desfalques, fechou bem o time e apostou nos contra-ataques.

Estratégia que demorou apenas sete minutos para dar resultado. As duas equipes ainda se estudavam quando Lucho González deu passe nas costas de Richarlison e o lateral-direito Jonathan, sem marcação, cruzou rasteiro para Pablo escorar e abrir o placar.

Um bonito gol que serviu, enfim, para despertar o Fluminense, escalado com novidades no meio de campo como Eduardo Henrique e Renato. E foi justamente com boa participação da dupla, além de Gustavo Scarpa, que o time criou suas melhores oportunidades.

Organizando o meio de campo, distribuindo bons passes e demonstrando estar plenamente recuperado após a contusão, Gustavo Scarpa fez boa jogada aos nove minutos, a bola sobrou na lateral e Lucas cruzou para Richarlison cabecear com perigo. Apenas três minutos depois Luiz Fernando arriscou de longe - Santos defendeu. E, no lance seguinte, Scarpa aproveitou desarme do volante e finalizou por cima.

O Atlético Paranaense, aos poucos, encaixou a marcação. E o duelo parecia controlado até que, aos 32 minutos, Gustavo Scarpa aproveitou cobrança curta de escanteio e cruzou para Reginaldo. Quase de raspão, com sutileza, o zagueiro cabeceou e a bola entrou no canto.

O gol animou o Fluminense. Melhor até o intervalo e no início do segundo tempo, porém, o time carioca rondava a área e pecava no último passe. Pressionava, mas não assustava o goleiro Santos. E o duelo foi diminuindo de ritmo até Douglas Coutinho - que entrara no lugar do apagado Eduardo da Silva - finalizar com perigo aos 10 minutos, rasteiro e no canto, em bola que raspou a trave.

Foi um dos raros lampejos do segundo tempo. Fluminense e Atlético Paranaense viram os seus ritmos despencarem e o marasmo dominou o duelo. Absolutamente nada era criado. O momento dramático veio aos 30 minutos, quando Renato tentou uma bicicleta e acertou a cara de Wanderson. Caído no gramado e quase sem se mexer, o zagueiro precisou ser imobilizado e levado de ambulância ao hospital.

Como já havia feito as três substituições, o Atlético Paranaense ficou com um a menos e Abel Braga colocou o Fluminense no ataque com a entrada de Marcos Júnior no lugar de Luiz Fernando. A pressão até aumentou. Mas o time carioca, sem qualquer inspiração no segundo tempo, ainda viu Nikão perder chance clara aos 51 minutos e amargou um empate em pleno Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 x 1 ATLÉTICO-PR

FLUMINENSE - Júlio César; Lucas (Matheus Alessandro), Henrique, Reginaldo e Léo; Luiz Fernando (Marcos Júnior), Wendel e Renato; Gustavo Scarpa, Richarlison (Pedro) e Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga.

ATLÉTICO-PR - Santos; Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Eduardo Henrique (Matheus Rossetto), Otávio e Lucho González (Deivid); Nikão, Pablo e Eduardo da Silva (Douglas Coutinho). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - Pablo, aos 7, e Reginaldo, aos 32 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Richarlison, Léo e Renato (Fluminense); Lucho González, Jonathan e Santos (Atlético-PR).

ÁRBITRO - Igor Junio Benevenuto (MG).

RENDA - R$ 255.900,00.

PÚBLICO - 13.029 pagantes (14.843 no total).

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

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Desgastado e sem Weverton, Furacão busca a primeira vitória

Penúltimo colocado na Série A, o time encara o Fluminense nesta terça (6), às 20 horas, no Maracanã

Matheus Galdezani, do Coritiba, disputa bola com Nikão, do Atlético, no clássico disputado pela quarta rodada da Série A (Foto: Giuliano Gomes, PR Press, Estadão Conteúdo)

O Atlético Paranaense não poderia ter início pior no Campeonato Brasileiro: foi vazado seis vezes na estreia, tropeçou duas vezes seguidas em casa e ainda perdeu um clássico estadual, resultado que o afundou na zona de rebaixamento no último fim de semana. Tentando reverter esse péssimo momento, o time encara o Fluminense nesta terça-feira, às 20 horas, no estádio do Maracanã, no Rio, na abertura da quinta rodada.

O problema é que os tropeços não são a única preocupação do técnico Eduardo Baptista. Contando com um elenco com vários jogadores experientes, o treinador vê o time, também envolvido na disputa da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, já bastante desgastado.

Por isso, Eduardo Baptista sabe que o time precisa reagir logo no Brasileirão, antes de encarar os confrontos mata-mata pelas duas competições. Apesar disso, o treinador admite a possibilidade de poupar alguns titulares, preocupado em evitar o risco de perder algum jogador lesionado.

Neste sentido, o centroavante Grafite dificilmente deverá ser aproveitado, ainda mais após ser substituído durante o clássico contra o Coritiba por causa de dores na coxa. Ederson é o favorito para assumir a sua vaga no ataque atleticano.

Thiago Heleno, Lucho González, Matheus Rossetto e Otávio são os jogadores que mais preocupam Eduardo Baptista em relação ao desgaste físico, mas a tendência é que eles comecem jogando, embora alguma alteração por cansaço no meio de campo não esteja descartada.

Certo mesmo é o desfalque do goleiro Weverton, que está com a seleção brasileira na Austrália, sendo substituído por Santos. E o último jogo do time contra o Fluminense traz ótimas lembranças para o goleiro, que defendeu pênalti aos 46 minutos do segundo tempo do empate por 1 a 1, no mesmo Maracanã, na reta final do Brasileirão de 2016. Agora espera ajudar o time a começar a reagir no Brasileirão.

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Operadora de celular vai transmitir jogos da seleção brasileira

Será a primeira vez desde 2010 que uma partida da seleção não será transmitida pela Rede Globo, parceira histórica da CBF

Jogos serão transmitidos pela Vivo nos dia 9 e 13 de junho. (Foto: Alex Silva/Estadão)

A operadora de celular Vivo anunciou nesta segunda-feira que irá transmitir os amistosos da seleção brasileira diante de Argentina e Austrália, nos próximos dias 9 e 13, para todos os seus clientes. A empresa irá disponibilizar um site que permitirá aos assinantes da operadora assistir às partidas gratuitamente através de celulares e tablets.

Os dois amistosos do Brasil, que serão disputados em Melbourne, marcarão um novo modelo de transmissão de jogos da equipe nacional. Será a primeira vez desde 2010 que uma partida da seleção não será transmitida pela Rede Globo, parceira histórica da CBF. A emissora e a confederação não chegaram a um acordo para a transmissão dos amistosos.

Sem a principal emissora do País, a CBF tem buscado alternativas para exibir as partidas que acontecerão às 7h da manhã. A entidade comprou espaço na grade da TV Brasil, pagando R$ 15 mil para exibir cada um dos jogos, e na TV Cultura, cujos valores não foram informados. A geração das imagens ficará a cargo da CBF, que enviou uma equipe à Melbourne e terá um estúdio em sua sede, no Rio. Pelé será o comentarista dos jogos.

O acordo com a Vivo é uma opção de transmissão nas "novas" mídias, e permitirá que ao menos um dos patrocinadores da CBF tenha sua marca atrelada diretamente aos amistosos - as TVs públicas não podem veicular publicidade.

Em comunicado à imprensa, a Vivo ressaltou que esta será a primeira transmissão de jogos da seleção via celular. A operadora é patrocinadora da seleção brasileira há 12 anos.

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