Curitiba

Paraná teve maior redução de desempregados do Sul e do Sudeste

No Brasil, o número de desempregados caiu menos do que no Paraná

A queda no número de trabalhadores desocupados ajudou na redução da taxa de desemprego no segundo trimestre. (Foto: Divulgação/Agência de Notícias do Paraná)

O número de trabalhadores desempregados no Paraná teve queda de 13,6% no segundo trimestre de 2017. Passou de 617 mil para 533 mil pessoas. Foi a maior queda entre os Estados do Sul e do Sudeste e a terceira maior do País. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE, na última quinta-feira (17).

A queda no número de trabalhadores desocupados ajudou na redução da taxa de desemprego no segundo trimestre. O percentual de desocupados sobre a população economicamente ativa caiu de 10,3% para 8,9% entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. Além da queda no número de desocupados, a população ocupada também cresceu no período no Paraná. A taxa de desemprego é calculada com base no número da população economicamente ativa e nos índices de ocupação e desocupação.

Em todo o Brasil, o número de desempregados caiu menos - 4,9%, de 14,136 milhões para 13,486 milhões.

Do Sudeste e do Sul, o Paraná ficou à frente, por exemplo, de Minas Gerais, com queda de 10,2% no número de desocupados (1,506 milhão para 1,353 milhão) e do Rio Grande do Sul, com diminuição de 8,6% (560 mil para 512 mil). No País, a queda do só não foi maior do que a do Mato Grosso (17,4%) e Pará (16,4%).

Homens e mulheres

“No Paraná, o que se observa é que a queda no número de desocupados foi generalizada no Estado, abrangendo tanto homens quanto mulheres, todas as faixas etárias e graus de instrução”, diz Júlio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). “Embora o contingente ainda seja elevado, 84 mil pessoas deixaram de ser desempregadas de um trimestre para outro”, ressalta.

A população masculina desocupada teve queda de 15,9% de 302 mil para 254 mil. Já a parcela de mulheres desempregadas no segundo trimestre era de 279 mil - 11,4% menos do que no primeiro trimestre.

Faixa etária

A maior queda no número de desempregados se deu na faixa etária de 14 a 17 anos, com redução de 19,8% na comparação entre os dois trimestres – de 81 mil para 65 mil. O volume de desempregados entre 25 e 39 anos caiu 15,1%, de 186 mil para 158 mil.

Já o número de pessoas sem trabalho entre 18 e 24 anos teve redução de 10,3% de 195 mil para 175 mil. Entre 40 e 59 anos, a população desocupada diminuiu 13%, passando de 138 mil para 120 mil. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais, a população desocupada passou de 17 mil para 15 mil, retração de 11,8%.

As maiores quedas na desocupação se deram entre os trabalhadores sem ou com menos de um ano de instrução, com queda de 48,5% - de 33 mil para 17 mil. Em segundo lugar ficou a população com ensino médio completo ou equivalente, que passou de 197 mil para 153 mil, redução de 22,3%.

O número de desempregados com ensino fundamental completo ou equivalente teve a terceira maior queda – 15,9%, de 82 mil para 69 mil pessoas.

População ocupada

Na outra ponta, o número de pessoas ocupadas no Paraná cresceu 1,6%, de 5,358 milhões para 5,445 milhões. O resultado se deu principalmente pela população masculina, cujo número de trabalhadores ocupados cresceu 2,8%, de 3,022 milhões para 3,108 milhões. A população feminina no mercado de trabalho ficou estável em 2,337 milhões.

Para Suzuki Júnior, a queda na taxa de desemprego, fruto da redução de desocupados e aumento de ocupados, deve beneficiar a economia do Estado nos próximos meses. “Esse cenário pode gerar uma melhora na renda e no consumo, com reflexo no crescimento da economia. Isso é importante porque o no segundo semestre não contaremos mais com o impacto positivo da agropecuária sobre o PIB (Produto Interno Bruto) com o fim da safra”, diz.

Leia também:

Desemprego cai em todas as regiões, mostra IBGE

Envie seu comentário

Comentários (0)

Desemprego cai em todas as regiões, mostra IBGE

Os dados indicam que o desemprego no Sul passou de 9,3% para 8,4%

Taxa de desemprego caiu para 13%. Brasil tem hoje 13,5 milhões de pessoas sem ocupação (Foto ilustrativa/Pixabay)

O desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre do ano com retração em 11 das 27 unidades da federação. Segundo dados divulgados nets quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa, que ficou em 13%, representa 13,5 milhões de pessoas sem ocupação.

Houve quedas em todas as grandes regiões. A exceção foi o Nordeste onde, embora tenha havido retração de 16,3% para 15,8%, técnicos consideram que há estabilidade.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) relativa a abril, maio e junho, comparativamente ao trimestre imediatamente anterior. A pesquisa apresenta como destaques as regiões Norte, onde a taxa de desocupação caiu de 14,2% para 12,5% e Centro-Oeste, com recuo de 12% para 10,6%.

Os dados indicam que o desemprego no Sudeste passou de 14,2% para 13,6%, e no Sul, de 9,3% para 8,4%. 

Em Pernambuco, a taxa passou de 17,1% para 18,8% e em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8%. Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (7,5%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Mato Grosso (8,6%). Para o total do país, o desemprego caiu de 13,7% para 13%.

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, “nos estados onde houve aumento da desocupação não foram geradas vagas suficientes para dar conta do crescimento da procura pelo emprego”.

População ocupada

Os dados indicam que a população ocupada no segundo trimestre deste ano, de 90,2 milhões de pessoas, era integrada por 68% de empregados (incluindo empregados domésticos), 4,6% de empregadores, 24,9% de pessoas que trabalham por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares.

Nas regiões Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%), o percentual de trabalhadores por conta própria era superior ao verificado nas demais regiões.

No segundo trimestre de 2017, 75,8% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada. As regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59%)  apresentaram as menores estimativas desse indicador. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 30,6% deles tinham carteira de trabalho assinada.

Já a taxa de rendimento médio real de todos os trabalhos fechou o segundo trimestre em R$ 2.104, enquanto a massa de rendimento médio real ficou estável em R$ 185,1 bilhões.

Leia também

Envie seu comentário

Comentários (0)

Brasil gera mais de 35 mil vagas de emprego em julho

O número superou expectativas; em junho foram abertas 9.821 vagas

O número, segundo especialistas, superou as expectativas. Foto: Marcelo Martins/Divulgação.

O Brasil abriu 35.900 vagas de emprego formal em julho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho. O resultado decorre de 1.167.770 admissões e 1.131.870 demissões.

O número apresentado pelo Ministério superou a mediana das estimativas positiva de 5,5 mil postos, apurada pela pesquisa do Projeções Broadcast, e também foi maior que o intervalo das expectativas coletadas pela pesquisa que iam do fechamento de 25 mil vagas à criação de 30 mil postos. Em junho, 9.821 vagas foram abertas.

O Ministério do Trabalho ainda não divulgou os dados acumulados dos sete meses de 2017, nem o dado acumulado nos últimos 12 meses.

O resultado mensal foi puxado pela indústria de transformação, que gerou 12.594 postos formais em julho. Outros segmentos com resultado positivo foram comércio (10.156 vagas abertas), serviços (7.714), agropecuária (7.055) e construção civil (724 novos empregos).

Por outro lado, os serviços industriais de utilidade pública lideraram o grupo com fechamento de postos: 1.125 empregos encerrados no mês. Em seguida, estão administração pública (-994) e extrativa mineral (-224).

Leia mais:

Reforma trabalhista: temporário de Natal pode virar intermitente

10 direitos dos trabalhadores em caso de demissões depois da reforma

Envie seu comentário

Comentários (0)