Curitiba

IBGE vai abrir 1,8 mil vagas no Paraná com salários até R$ 4 mil

O contrato de trabalho com o IBGE será de cinco meses; maioria das vagas é para recenceadores

Editais de inscrição do IBGE abrem nos dias 10 e 24 de abril (Foto: IBGE)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai contratar 26 mil pessoas em todo o Brasil para a realização do Censo Agropecuário 2017. Só no Paraná serão 1.849 vagas. O contrato é de cinco meses e os salários vão de R$ 1,5 mil a R$ 4 mil.

Os editais de inscrições para os dois processos seletivos simplificados serão divulgados nos dias 10 e 24 de abril. Das 26.010 vagas em todo o Brasil, 171 serão para profissionais de nível superior em 18 diferentes áreas de conhecimento. As vagas restantes serão para nível médio. Ao todo, serão abertas vagas em pouco mais de 4 mil municípios do país.

Segundo o IBGE, ao longo de cinco meses, os recenseadores irão visitar mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país, 372 mil deles no Paraná, levantando informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, entre outros temas.

Veja também: Falta mão de obra qualificada para ocupar as vagas de emprego

Com investimento de R$ 700 milhões, o censo começa em outubro de 2017 e termina em fevereiro de 2018. Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.

O orçamento do Censo Agropecuário de 2017 sofreu um corte de mais de 50%, o que levou à redução do número de contratados temporários para essa operação: inicialmente previsto para 82 mil pessoas, esse contingente foi reduzido para 26 mil. Já a coleta dos dados, prevista para durar cerca de 90 dias, foi ampliada para cinco meses.

Confira o quadro com as vagas do IBGE para o Paraná:

Função

N° de vagas

Remuneração

Analista Censitário

5

R$ 4.000

Agente Censitário Administrativo

28

R$ 1.500

Agente Censitário Regional

18

R$ 2.500

Agente Censitário de Informática

10

R$ 1.700

Agente Censitário Municipal

82

R$ 1.900

Agente Censitário Supervisor

356

R$ 1.600

Recenseador

1.350

Por produção

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Lei da terceização: entenda o que o projeto pode mudar na sua vida

Projeto de lei foi aprovado nesta quarta (22) e aguarda sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor

PL da terceirização ainda causa dúvidas nos trabalhadores. (Foto: ABr)

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (22) o Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. A terceirização é quando uma empresa contrata outra para prestar determinados serviços. 

O texto aguarda agora sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor. 

O que prevê o projeto aprovado?

Atividade-fim

As empresas poderão contratar trabalhadores terceirizados para exercerem cargos na atividade-fim, que são as principais atividades da empresa. 

Atualmente, não existe uma legislação específica sobre a terceirização. Mas decisões da Justiça do Trabalho determinam que a terceirização é permitida apenas para as chamadas atividades-meio, ou seja, funções secundárias que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa, como serviços de limpeza e manutenção.

O projeto prevê que a contratação terceirizada de trabalhadores poderá ocorrer sem restrições em empresas privadas e na administração pública.

Trabalho temporário

O tempo máximo de contratação de um trabalhador temporário passou de três meses para seis meses. Há previsão de prorrogação por mais 90 dias. O limite poderá ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O trabalhador que tiver cumprido todo o período (incluindo a prorrogação) só poderá ser admitido novamente pela mesma empresa contratante após 90 dias do fim do contrato.

É permitida a contratação de trabalhadores temporários para substituir empregados de serviços essenciais que estejam em greve ou quando a paralisação for julgada abusiva. Fica proibida a contratação de trabalhadores por empresas de um mesmo grupo econômico, quando a prestadora de serviço e a empresa contratante têm controlador igual.

“Quarteirização”

A empresa de terceirização terá autorização para subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, que é chamado de “quarteirização”.

Condições de trabalho

É facultativo à empresa contratante oferecer ao terceirizado o mesmo atendimento médico e ambulatorial dado aos seus empregados, incluindo acesso ao refeitório. A empresa é obrigada a garantir segurança, higiene e salubridade a todos os terceirizados. 

Causas trabalhistas

Em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada (que contratou o trabalhador) pagar os direitos questionados na Justiça, se houver condenação. Se a terceirizada não tiver dinheiro ou bens para arcar com o pagamento, a empresa contratante (que contratou os serviços terceirizados) será acionada e poderá ter bens penhorados pela Justiça para o pagamento da causa trabalhista.

Previdência

O projeto aprovado segue as regras previstas na Lei 8.212/91. Com isso, a empresa contratante deverá recolher 11% do salário dos terceirizados para a contribuição previdenciária patronal. E a contratante poderá descontar o percentual do valor pago à empresa terceirizada. 

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'Aposentômetro' criado pela CUT calcula tempo de trabalho pela frente

A iniciativa é parte do movimento 'Reaja agora ou morra trabalhando', contra a reforma da Previdência proposta por Temer

Foto: Reprodução

A Central Única de Trabalhadores (CUT), uma das maiores do País, lançou nesta quarta-feira, 22, o "Aposentômetro", uma calculadora que permite aos trabalhadores simular a idade com que se aposentarão segundo as regras atuais e de acordo com a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo. A iniciativa foi feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para utilizar a calculadora, é preciso informar apenas o gênero, a data de nascimento e o tempo de contribuição já realizado ao INSS. O resultado apresenta três cenários: aposentadoria por idade, por tempo de contribuição (neste caso, o cenário pós-reforma extingue essa possibilidade, prevendo apenas por idade) e com o objetivo de receber o benefício integral.

Acesse aqui a calculadora.

A iniciativa é parte do movimento iniciado pela CUT contra a reforma da Previdência, cujo mote é "Reaja agora ou morra trabalhando". A central sindical já convocou atos para os dias 8 e 15 de março.

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A reforma proposta pelo governo do presidente Michel Temer prevê a instituição de uma idade mínima de 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos. O cálculo do benefício também deve ser modificado e passará a partir de uma base de 51%, acrescida de 1 ponto porcentual a cada ano de contribuição - ou seja, para ter direito à íntegra do salário de contribuição, será preciso trabalhar por 49 anos.

"O conjunto de medidas impõe tantas dificuldades e restrições que praticamente inviabiliza que amplas parcelas de trabalhadores e trabalhadoras consigam se aposentar", defende a CUT.

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