Curitiba

Gargalos no transporte rodoviário de cargas comprometem a produtividade

A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná afirma que, somente em 2016, foram investidos cerca de R$ 830 milhões em obras e serviços de manutenção, recuperação e rodovias estaduais

Apesar dos investimentos, os aportes no setor logístico ainda são insuficientes (Foto: Pixabay)

O setor de logística é um dos principais indutores do desenvolvimento econômico brasileiro. Entretanto, ainda carece muito de investimentos. Segundo dados da Associação Brasileira de Logística (Abralog), historicamente, o país investe cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, quando os recursos deveriam corresponder a, no mínimo, 5% do PIB. Estamos muito atrás da China, que destina mais de 7% do seu PIB para o setor, e mesmo de outros países latino-americanos, como o Chile, cujos investimentos chegam a 6%.

Analisando a série histórica dos aportes em transportes desde 1975, de acordo com os dados do Ministério dos Transportes, a queda é vertiginosa. “A má qualidade da infraestrutura nacional vem afetando o crescimento e o perfil da indústria e, sobretudo, a competividade da economia, tendo como consequência o aumento dos custos e a redução da taxa de retorno dos investimentos produtivos. O setor precisa de sistemas integrados de transportes e sistemas logísticos eficazes”, avalia a diretora da Mark Messe, Fernanda Skraba.

A empresa promove a 1ª FeinaCoop – Feira Nacional de Negócios para Cooperativas, que acontece de 19 a 21 de setembro, no Expoara, em Arapongas, no Norte do Paraná. Além de uma feira com 8 mil m² de área de exposição e 144 expositores, o evento terá uma programação técnico-científica com Dia de Campo e palestras, entre os assuntos, sobre logística e infraestrutura de transportes, com expectativa de reunir 6 mil pessoas.

No Paraná, a Secretaria de Infraestrutura e Logística afirma que, somente no ano passado, foram investidos cerca de R$ 830 milhões em obras e serviços de manutenção, recuperação e rodovias estaduais. Ao todo, são 12 quilômetros de rodovias asfaltadas, sendo mais de 10 mil de malha rodoviária estadual e 2 mil de estradas federais geridas por concessionárias, além de melhorias em estradas rurais.

“Os números mostram o avanço do Paraná no setor logístico nos últimos anos. Desde 2011 já foram investidos cerca de R$ 2 bilhões na duplicação de rodovias, são obras que contribuíram significativamente para a expansão das cooperativas e que colocam o nosso Estado entre as principais economias do país”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Ainda assim, para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Marcos Egídio Batistella, os aportes são insuficientes. “As rodovias estaduais duplicadas basicamente concentram-se no hub da capital: Curitiba – Paranaguá; Curitiba – Ponta Grossa; um trecho de Cascavel – Foz do Iguaçu e de Maringá – Londrina; e, finalmente, Maringá – Campo Mourão. Planos para duplicação existem, fatos, entretanto, quase nenhum. Nossa expansão rodoviária ocorreu entre 1960 e 1980. Depois deste período, muito pouco aconteceu”, opina.

Para Batistella, os maiores gargalos encontram-se na Região Metropolitana de Curitiba, sobretudo no trecho do Contorno Rodoviário Norte, que permite a ligação da BR-277 com as rodovias PR- 092, PR-090 e BR-476. Estudos também indicam a necessidade de duplicação do trecho da PR-415 que conecta o município de Pinhais ao Contorno Rodoviário Leste (BR-116).

“Estas obras coincidem com o gargalo que existe no eixo de integração do vetor Norte-Sul. Entre os investimentos importantes para o transporte rodoviário de cargas, que possibilitará maior integração latino-americana, está a construção de uma nova ponte de Porto Meira a Foz do Iguaçu, na fronteira Paraguai-Brasil, e a finalização do contorno rodoviário de Curitiba”, argumenta.

Batistella diz que o “o próprio governo reconhece a necessidade da atualização da infraestrutura paranaense, que já está superada e é insuficiente para atender as demandas do Paraná em todas as modalidades”. Para ele, os resultados dessa condição “são a morosidade e onerosidade do atendimento de pessoas e mercadorias, comprometendo a competitividade dos produtos e serviços paranaenses e reduzindo a rentabilidade dos empreendimentos”.

Como alternativa, o presidente do Setcepar sugere a cooperação. “Entendemos que é hora de estabelecer parcerias entre a União, o Estado, os Municípios e os produtores locais para recuperar e manter essas estradas com boa trafegabilidade e drenagem adequada”, defende.

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Feira de Negócios para Cooperativas pretende reunir 6 mil pessoas

Evento será aberto ao público com entrada gratuita, mediante preenchimento de cadastro

A 1ª edição da FeinaCoop – Feira Nacional de Negócios para Cooperativas, que será realizada de 19 a 21 de setembro, no Expoara Centro de Eventos, em Arapongas (Foto: Divulgação)

Desenvolver, integrar, aperfeiçoar e contribuir para a venda dos produtos gerados pela cadeia produtiva do cooperativismo em todos os seus segmentos, como agroindústria, transporte e crédito, além de contribuir para a capacitação e aperfeiçoamento do setor. A diretora da Mark Messe, Fernanda Skraba, diz que esse é o objetivo da 1ª edição da FeinaCoop – Feira Nacional de Negócios para Cooperativas, que será realizada de 19 a 21 de setembro, no Expoara Centro de Eventos, em Arapongas, Norte do Paraná, e pretende reunir 6 mil visitantes. Os estandes já estão à venda.

O evento - destinado a empresas fornecedoras e fabricantes, cooperativas, profissionais e executivos, produtores, atacadistas, distribuidores e agentes públicos com atuação no cooperativismo - vai abrigar uma feira com 8 mil metros quadrados de área e cerca de 140 expositores, além de congresso, rodadas de negócios e Dia de Campo. A feira será aberta ao público com entrada gratuita, mediante preenchimento de cadastro. “Acreditamos ser fundamental criar um ponto de encontro anual entre fornecedores de bens e serviços relacionados a esse ramo de negócio. O evento vai propiciar o fortalecimento do setor e apresentar as tendências mercadológicas para que seja possível driblar as dificuldades a ele inerentes", argumenta Fernanda.

De acordo a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (SEAB), no ano passado, as 200 cooperativas paranaenses alcançaram faturamento superior a R$ 70 bilhões, valor que representa um aumento de 16,24% em relação a 2015. O setor, que responde por 22,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná e por 56% da produção agropecuária do Estado, exportou no ano passado US$ 2 bilhões, investiu R$ 2,1 bilhões e recolheu R$ 1,88 bilhão em tributos. O cooperativismo paranaense congrega 1,4 milhão de cooperados, 84 mil empregados e gera 2,6 milhões de postos de trabalho, estando presente em 100 dos 399 municípios.

A 1ª FeinaCoop - Feira Nacional de Negócios para Cooperativas tem o apoio do Governo do Paraná, Emater, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Prefeitura de Arapongas, Prefeitura de Londrina, Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Câmara Brasil –Alemanha, Associação do Comércio e Indústria da Pinhais (ACIPI), Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Sindicato Rural, Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Federação da Agricultura no Estado do Paraná (FAEP), RICTV, Londrina Convention Bureau e Expoara Centro de Eventos.

1º FeinaCoop – Feira Nacional de Negócios para Cooperativas

Local: Expoara (Rua Guaratinga, 4.455 - Parque Industrial II) – Arapongas/PR
Data: 19 a 21 de setembro de 2017
Horário: das 9 às 18 horas.
Informações: www.feinacoop.com.br

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Parque das Artes, condomínio da VCG Empreendimentos, será relançado

Após dois anos de paralisação, incorporadora curitibana vence disputa judicial por unanimidade e retoma o planejamento para execução das obras

Vista aérea do Parque das Artes (Foto: Divulgação)

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), por meio da 4ª Câmara Cível, acolheu, nessa terça-feira (23), o pedido da VCG Empreendimentos buscando a suspensão da medida liminar concedida pela 2ª Vara da Fazenda Pública que determinava a paralisação das obras no empreendimento Parque das Artes, próximo ao Parque Barigui, em Curitiba.

A decisão unânime dos desembargadores, ou seja, três votos a zero, reafirmou que todas as licenças e alvarás referentes ao empreendimento, emitidos pela Prefeitura Municipal de Curitiba, estão de acordo com a legislação e as normas legais. O Tribunal deixou claro que inexiste qualquer ilegalidade no licenciamento realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, uma vez que foram observados todos os critérios legais estabelecidos na legislação.

Para o sócio fundador da VCG Empreendimentos, Guilherme Vialle, a decisão encerra um impasse que vinha se arrastando há dois anos. “A partir de agora, a obra será retomada e adequada ao novo planejamento e daremos continuidade à comercialização das unidades restantes do empreendimento. Nas próximas semanas, teremos informações mais detalhadas sobre a retomada do cronograma de execução das obras do condomínio”, afirma. A decisão foi encaminhada para publicação no Diário Oficial.

Apesar da paralisação, Vialle informa que o empreendimento detém 30% das unidades vendidas, imóveis que foram comercializados no período de dois meses após o lançamento, no começo de 2015. “Apesar da restrição à comercialização das unidades do empreendimento, mantivemos o plantão de vendas ativo para continuar recebendo os clientes. Logo, diante da impossibilidade de venda, criamos uma lista de espera para atender as pessoas interessadas em adquirir as unidades restantes. Muitos estavam aguardando essa suspensão para assinar o contrato de compra e venda, atividade que vamos retomar”, ressalta.

Empreendimento 

O Parque das Artes tem a proposta de aliar arte e natureza e será construído em um terreno de 66.734,70 m², próximo ao Parque Barigui, o mais frequentado de Curitiba, abrigando uma área natural preservada de 41 mil m². Ao todo, o condomínio terá 196 unidades entre Gardens (unidades térreas com terraço privativo) simples e duplex, unidades duplex e coberturas duplex, distribuídas em dois subcondomínios.

O primeiro, Escultores, conta com duas torres, e o segundo, Pintores, com cinco. As torres têm quatro andares e apresentam unidades de 1, 2, 3 e 4 quartos, entre apartamentos tipo, garden, duplex, coberturas e garden duplex. Cada uma das torres recebe o nome de importantes artistas que nasceram ou viveram no Paraná, com obras de arte decorando as áreas comuns.

Os moradores do Parque das Artes também terão à disposição um casarão antigo que foi transformado em Unidade de Interesse de Preservação (UIP). A Casa das Artes terá ênfase na valorização da cultura e vai abrigar obras de artistas paranaenses, além de servir como área de uso comum, compreendendo espaços como galeria de arte, biblioteca e sala de estudos.

O empreendimento garantiu à VCG Empreendimento o prêmio Top de Marketing 2015, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-PR), na categoria Mercado Imobiliário. Realizado desde 1972, é um dos mais importantes selos de qualidade empresarial do Brasil e reverencia as empresas que apresentam as melhores estratégias, práticas e resultados em seus segmentos.

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