Curitiba

7 em cada 10 desempregados estão dispostos a ganhar menos, diz pesquisa

Principais motivos para aceitar salário menor são a necessidade de pagar despesas e a de voltar ao mercado

Foto: Marcello Casal Jr., Agência Brasil

Com a taxa de desemprego em alta e sem perspectivas de melhora para os próximos meses, sete em cada 10 brasileiros desempregados estão dispostos a ganhar menos do que no último trabalho, mostra pesquisa inédita feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

As principais justificativas para aceitar um salário menor são a necessidade de pagar as despesas e de voltar ao mercado de trabalho. A maioria dos que topariam uma remuneração inferior é formada por pessoas que fazem parte das classes C, D e E.

Entre os se recusam a receber menos, que são principalmente pessoas que pertencem às classes A e B, argumenta-se que ganhar um salário menor significaria um retrocesso na carreira profissional. Eles afirmam também que, uma vez dado esse passo para trás, dificilmente conseguiriam voltar à remuneração anterior.

Mesmo com a maioria aceitando salários menores, as oportunidades que aparecem são poucas. Segundo a pesquisa, 60% não estão sendo chamados para entrevistas.

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Com a baixa oferta de vagas, existe uma parcela de 5,8% que desistiu de procurar trabalho e agora está apenas à espera de uma chance. Outros 14,2% recorrem a fontes alternativas de renda enquanto não acham um trabalho formal. Os 80% restantes ainda procuram um emprego.

"A questão não passa apenas pela qualificação, e sim pela fragilidade atual da economia brasileira, que não oferece as condições necessárias para que sejam criados novos empregos", afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. "Para 2017, a expectativa é de um cenário econômico melhor do que em 2016, mas a recuperação deve se tornar mais sólida apenas no segundo semestre", acrescentou.

O levantamento aponta também que metade dos desempregados está nesta condição por um período de até seis meses. A média do período sem trabalho é ainda maior, de 12,2 meses, ou um pouco mais de um ano. E entre os que foram demitidos, nove em cada 10 alegaram motivos externos, como a crise econômica ou a necessidade da empresa de cortar custos.

A pesquisa, que entrevistou pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais, destaca que a maioria dos desempregados hoje é formada por mulheres (58%), pessoas que fazem parte das classes C, D e E (89%), possuem filhos (56%) e têm o ensino médio completo (65%). A idade média é de 36 anos.

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Benefício do PIS é pago hoje para nascidos em março e abril

A partir desta quinta-feira (16), os contribuintes podem sacar o abono salarial nas agências da Caixa

Agência da Caixa Econômica Federal (Foto: Divulgação)

Aniversariantes dos meses de março e abril, que recebem até dois salários mínimos, poderão sacar o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) a partir desta quinta-feira (16). A retirada poderá ser feita nas agências da Caixa Econômica Federal, nos caixas eletrônicos por meio do Cartão do Cidadão, nas casas lotéricas e nos correspondentes bancários.

O banco também pagará os rendimentos das cotas do PIS para os trabalhadores cadastrados no programa antes de 4 de outubro de 1988. Nesse caso, os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Quem é correntista da Caixa teve o dinheiro depositado em conta na última terça-feira (14). Para saber se tem direito a receber o benefício, de até um salário mínimo, o trabalhador pode consultar o site do banco ou ligar no 0800 726 0207, opção 1.

O abono é pago ao trabalhador com pelo menos cinco anos de cadastro no PIS/Pasep, que recebeu uma média mensal de dois salários mínimos e trabalhou pelo menos 30 dias no ano de 2015. Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2015.

Pelas novas regras estabelecidas pelo governo federal, o valor do benefício agora é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Quem trabalhou um mês em 2015 receberá um doze avos do salário mínimo. Quem trabalhou dois meses receberá dois doze avos e assim por diante. Só receberá o valor total quem tiver trabalhado todo o ano de 2015.

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Caixa abrirá 1.891 agências aos sábados para saques do FGTS

Serão quatro sábados funcionando entre março e julho, com exceção de abril

Foto: Caixa Econômica Federal, Divulgação

A Caixa Econômica Federal abrirá 1.891 agências em quatro sábados entre março e julho, com exceção do mês de abril, para atender aos interessados em sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS.

A partir do dia 10 de março - quando os saques começam a ser liberados para pessoas nascidas em janeiro e fevereiro - as agências serão abertas nos seguintes sábados: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho, das 9h às 15h.

Mas para quem tem dúvidas sobre o saque, cadastramento de senha do Cartão do Cidadão ou cadastro de trabalhadores, as agências selecionadas estarão abertas no próximo sábado, 18, para atender aos trabalhadores. Além disso, entre os dias 15 e 17 de fevereiro, todas as agências abrirão duas horas mais cedo.

A data para o saque dos recursos é de acordo com a data de nascimento dos cotistas. Os nascidos em janeiro e fevereiro podem sacar a partir do dia 10 de março; após 10 de abril, é a vez dos trabalhadores nascidos entre março, abril e maio; a partir do dia 12 de maio, os nascidos entre junho, julho e agosto; a partir de 16 de junho, os nascidos entre setembro, outubro e novembro; e a partir de 14 de julho, os nascidos em dezembro.

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