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Universitários criam site com mapa de ações sociais em Curitiba

Autor: Redação RIC Mais
O site Curitiba Altruísta foi desenvolvido por alunos de Jornalismo e exibe um mapa de locais que recebem doações e trabalhadores voluntários (Foto: Reprodução/ Curitiba Altruísta)

*Por Luciana Pioto

Você se importa com o próximo? Tem algo a oferecer, mas não sabe a quem ou onde? Um site desenvolvido por alunos de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) apresenta um mapa de Curitiba com endereços de ações sociais que precisam de diferentes tipos de contribuição.

O projeto nasceu em 2016, quando os estudantes produziram reportagens sobre o tema. Com a repercussão positiva nas redes sociais, o grupo resolveu, em 2017, transformar a pauta em um trabalho de conclusão de curso (TCC) e, desta forma, despertar o altruísmo na população de Curitiba.

 “A nossa intenção é mostrar para as pessoas que, muitas vezes, existe uma ação social próxima delas e que de alguma forma elas podem ajudar, como voluntárias ou participando das ações, de acordo com suas possibilidades”, afirma o grupo formado pelos universitários Caroline Paulart, Gilberto Stori Junior, Marjorie Coelho e Veronica Alves.

Além de funcionar como uma “vitrine” para os projetos sociais da cidade, como a Campanha do Agasalho Espalhe Calor 2017, o site Curitiba Altruísta também publica notícias relacionadas a esta iniciativas.

De acordo com o coordenador do curso de Jornalismo da PUCPR, o professor Julius Nunes, um dos grandes desafios dos alunos foi mapear projetos e ações altruístas de credibilidade.

"Queríamos que a sociedade confiasse naquelas instituições, organizações ou pessoas cadastradas para poder ajudá-las. Outra dificuldade foi planejar um site que fosse simples, intuitivo e apresentasse informações de forma resumida. E uma terceira foi pensarmos em como poderíamos fazer as pessoas retornarem ao site. Por isso, incluímos um pouco de jornalismo voltado a esta área", diz Nunes.

O site está separado em seis sessões: Pessoas, Saúde, Esporte, Meio Ambiente, Animais e Educação e Cultura. "Tendo em vista todas as editorias, a que nós tivemos mais dificuldade para encontrar foi de Meio Ambiente e de Animais", relatam os universitários.

Responsabilidade social

Seguindo o mote do Curitiba Altruísta, o trabalho dos estudantes também é totalmente voluntário. "Essa foi a maneira que encontramos de contribuir com a sociedade. Utilizamos tudo o que aprendemos nesses quatro anos de faculdade para ajudar a divulgar ações sociais, que muitas vezes não conseguem espaço na mídia tradicional. Acreditamos que o jornalismo deve ajudar a sociedade de alguma forma", afirma Junior.

O coordenador reforça que um dos objetivos do curso é justamente trabalhar essa consciência do papel social da profissão porque nem todos chegam sabendo o seu real significado. Aos poucos, a percepção aumenta e os estudantes conseguem desenvolver uma maior preocupação em relação ao social. Com isso, compreendem a função que têm na sociedade", explica o professor.

Além dos estudantes de jornalismo, os alunos de outros cursos da PUCPR também são envolvidos em atividades em comunidades carentes e instituições necessitadas. Segundo Nunes, essa interação tem uma contrapartida para os universitários, por desenvolver melhor o lado humano e permitir a formação integral e permanente de cidadãos.

Futuro do projeto e parcerias

Com o objetivo de aumentar esta corrente do bem e dar mais visibilidade ao projeto, os universitários firmaram uma parceria com o Portal RIC Mais, que também pretende trabalhar com a hiperlocalidade e o mapeamento, e incluíram no site os endereços dos postos de coleta da Campanha do Agasalho Doe Calor 2017, realizada pelo Provopar Estadual, RICTV | Record TV e Governo do Estado, com o patrocínio do Banco do Brasil, Sindafep, Tintas Verginia e Natuclin.  

Com a conclusão do curso, os criadores do site devem compartilhar o trabalho de alimentá-lo com matérias e novas ações sociais com alunos das turmas seguintes. "Assim, conquistamos dois objetivos: o primeiro é não deixar o projeto morrer, e o segundo é fazer com que os alunos tenham contato com outras realidades e conheçam pessoas tão boas quanto nós conhecemos", afirmam os jovens.   

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