Curitiba

Mãe acredita ter reencontrado filha desaparecida há 25 anos

Gislaine, que hoje se chama Mariana, desapareceu quando tinha seis anos e a família nunca mais teve pistas do seu paradeiro

Mãe diz ter certeza de que Mariana é sua filha Gislaine, desaparecida há 25 anos (Foto: Portal RIC Mais)

Família espera para descobrir se Mariana é Gislaine (Foto: Reprodução Sicride)

Família espera para descobrir se Mariana é Gislaine (Foto: Reprodução Sicride)
Mãe diz ter certeza de que Mariana é sua filha Gislaine, desaparecida há 25 anos (Foto: Portal RIC Mais)
Mãe diz ter certeza de que Mariana é sua filha Gislaine, desaparecida há 25 anos (Foto: Portal RIC Mais)
Mãe diz ter certeza de que Mariana é sua filha Gislaine, desaparecida há 25 anos (Foto: Portal RIC Mais)

Gislaine Aparecida Ferreira tinha seis anos quando desapareceu da rua onde morava com a família, no bairro Campo Alto, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. A criança saiu para brincar na casa de um primo, que ficava na mesma rua, e não voltou mais.

A dona de casa Vanilza de Araujo Ferreira, de 52 anos, se emociona ao lembrar da dor que passou a viver desde aquele 11 de novembro de 1992. “Naquele dia, quando deu cinco horas da tarde e ela não tinha voltado, eu fui na casa do meu compadre, e eles disseram que ela tinha saído de lá às três horas. Comecei a procurar nos vizinhos, nas ruas perto e me deu muito desespero”, relembra. Na mesma noite, a mulher e o marido foram na delegacia para registrar o desaparecimento da filha.

O site do Serviço de Investigação de Criança Desaparecida (Sicride) tem uma foto da menina e descreve que ela usava shorts e camiseta vermelhos e chinelos pretos quando desapareceu.

25 anos de dor

O casal teve seis filhos e desde então sentiu a família incompleta. “A maior tristeza pra mim era no aniversário dela. Eu tinha três meninas de fevereiro e sempre fazia a festinha delas juntas. Então cada vez que chegava fevereiro era muito triste”, relembra a mãe com lágrimas nos olhos.

Nesses 25 anos, dona Vanilza já ficou viúva, perdeu um dos filhos e conheceu um novo companheiro, mas nunca deixou de ter esperança. “Eu rezei por ela todos os dias. Passa todo tipo de coisa pela cabeça da gente, né? Claro que eu me perguntei algumas vezes ‘e se ela já morreu?’, mas dizem que notícia ruim chega depressa, então eu nunca perdi a esperança”, diz.

O reencontro

Marcelo é catador de lixo reciclável e conheceu a mulher há cinco anos no estado do Rio Grande do Sul. A partir de alguns relatos dela, ele começou a fazer buscas de crianças desaparecidas na internet e, através do site do Sicride, encontrou o endereço de dona Vanilza.

O casal saiu do Rio Grande do Sul, cada um com uma bicicleta, e atravessou o estado de Santa Catarina para encontrar a família de Mariana.

Sofrimento

Mariana, nome que ela mesma escolheu, já que não possui documentos, tem problemas na fala e não consegue articular as palavras, mas com gestos e gemidos tentou contar todo o sofrimento que já viveu para a família. O marido dela, Marcelo, disse que a moça deve ter sido submetida a torturas e abusos. “Pelo que ela me explica, quando era criança ela ficava amarrada, apanhava e só ganhava água e comida de vez em quando. Ela diz que um homem abusava dela. Mas isso é uma coisa que a gente nunca vai ter certeza”, afirma o marido. Segundo ele, Mariana conta que conseguiu fugir dos abusos pulando em um rio.

Dona Vanilza acredita que a filha tenha sido raptada. "Ela sabia o caminho de casa. Sozinha ela não pode ter sumido. Alguém levou ela", afirma a mãe.

A certeza 

A família não tem dúvidas de que Mariana, na verdade é Gislaine. Dona Vanilza, que acolheu o casal em casa, diz estar convencida de que encontrou sua filha desaparecida. “Tem algumas coisas da infância que ela lembra. Lembra até da boneca que ela adorava. Ela também tem uma cicatriz no braço e um sinal nas costas. Tudo leva a crer que é ela”, conta a mãe.

Apenas um exame de DNA vai dar certeza à família. O Sicride já colheu o material genético da mãe e da possível filha, mas o resultado demora 90 dias para sair.

Nesta quinta-feira (30), a família esteve nos estúdios do Balanço Geral Curitiba para contar o seu drama e soube que o laboratório DNA Lab ofereceu o exame gratuitamente. A boa notícia é que o resultado vai demorar apenas uma semana para ficar pronto. Dona Vanilza e os outros três filhos que a acompanharam no estúdio, não seguraram as lágrimas. “Que benção. Três meses era muito tempo pra gente ficar nessa aflição”, disse a mãe.

Vanilza e Mariana irão colher sangue ainda na tarde desta quinta-feira, no DNA Lab, e o resultado será revelado na próxima semana no Balanço Geral Curitiba.

Enquanto a certeza biológica não vem, os irmãos, cunhados e tios já consideram Mariana (ou Gislaine) e Marcelo como parentes. “Independentemente de ser ou não minha filha, agora a gente já se apegou e eu quero cuidar dela”, revela a mãe.

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Bairros de Curitiba e RMC estão sem água nesta quinta-feira

Obras de melhorias e de manutenção afetam o abastecimento no Alto Boqueirão, Bairro Alto e Nações, na Fazenda Rio Grande

Obras de melhorias e de manutenção afetam o abastecimento no Alto Boqueirão, Bairro Alto e Nações, na Fazenda Rio Grande (Foto: Reprodução/Pizabay)

Nesta quinta-feira (30), a realização de obras de melhorias podem afetar Curitiba e Região Metropolitana. A normalização está prevista para ocorrer no final da tarde.

O bairro Alto Boqueirão e o Bairro Alto estão desabastecidos desde o começo da manhã devido a uma obra de melhoria e manutenção. Já na Região Metropolitana de Curitiba, no bairro Nações, em Fazenda Rio Grande, as obras começam a ser realizadas a partir das 14h, deixando a população sem água.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cada imóvel deve ter caixa-d’água de pelo menos 500 litros, para atender as necessidades dos moradores por 24 horas.

O Serviço de Atendimento ao Cliente Sanepar é feito pelo telefone 0800 200 0115, que funciona 24 horas. Ao ligar, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula.

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Noite chuvosa é marcada por acidentes de trânsito em Curitiba

Vítimas sofreram ferimentos moderados e foram encaminhadas para atendimento médico

Noite chuvosa é marcada por acidentes de trânsito que deixam quatro feridos (Foto: Marcelo Borges/RICTV)

A noite desta terça-feira (28) foi chuvosa e marcada por acidente de trânsito que deixam quatro pessoas feridas em Curitiba.

O primeiro acidente aconteceu na Avenida Wenceslau Braz, na Vila Guaíra. Um homem de 52 anos pilotava uma motocicleta quando colidiu na traseira de um carro. O motociclista foi levado para o Hospital do Trabalhador com suspeita de fratura em uma das pernas.

Já no início da madrugada outro acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Estados Unidos com a rua Mato Grosso, no bairro Água Verde. Desta vez a colisão envolveu dois veículos, os motoristas sofreram ferimentos leves e receberam atendimento no local.

Por volta das 2h30 da madrugada, na Avenida Visconde de Guarapuava, no Batel, um jovem perdeu o controle do automóvel e bateu em um poste. Willian Fernando, de 29 anos, foi encaminhado para o Hospital Evangélico e está fora de perigo. O condutor afirmou que estava muito cansado e acabou dormindo no volante.

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