Curitiba

Homem coloca fogo na própria casa e morre junto com dois cachorros

A vítima que morreu carbonizada sofria de depressão e estava em reabilitação de drogas

Além de perderem o familiar, a mulher e os dois filhos da vítima perderam tudo o que havia dentro da casa que foi totalmente destruída pelo fogo. (Foto: Otoniel Silva/RICTV)

*Com informações de Daniel Santos

Um homem morreu carbonizado após atear fogo na própria casa, no bairro Santa Tereza, em Colombo, na noite desse domingo (10). Dois cachorros que estavam amarrados no quintal da residência também morreram no incêndio.

Claudiomiro, de 44 anos, era casado e pai de dois adolescentes. Ele estava com um dos filhos, quando se alterou, começou a gritar e perdeu controle.

Segundo relato de vizinhos, ele ateou fogo na casa em que morava com a família e permaneceu em um dos quartos, onde morreu atingido pelas chamas. O filho da vítima conseguiu correr para a casa da avó quando o incêndio começou e se salvou.

A família disse que Claudiomiro já usou drogas, mas, nos últimos meses, estava afastado do vício. No entanto, ele sofria de depressão e mudanças no comportamento típicas de quem está em reabilitação.

Além de perderem o familiar, a mulher e os dois filhos da vítima perderam tudo o que havia dentro da casa que foi totalmente destruída pelo fogo.  

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Maternidade na prisão: quando o berço fica no meio da cela da mãe

Na ala das parturientes e lactantes, cada presa tem sua cela com cama, banheiro, armário e o bercinho, mas há um prazo para convivência entre mãe e bebês

Como Camila, outras 11 detentas da Penitenciária Feminina de Pirajuí, interior de São Paulo, estão na ala de amamentação do presídio, com bebês de colo ou prestes a dar à luz.(Foto: Epitacio Pessoa/Estadão Conteúdo)

A pequena Lorena só existe há um mês, mas já mudou a vida da mãe a detenta Camila Fernanda de Oliveira Correia, de 26 anos, uma das presas do pavilhão 2 da Penitenciária Feminina de Pirajuí, interior de São Paulo. Nas drogas desde os 15 anos, condenada por tráfico e associação para o tráfico, reincidente, mãe de uma filha de 12 anos que não criou, Camila experimenta pela primeira vez a sensação de dar banho, trocar, fazer dormir e amamentar a "bonequinha". Ela também conta as horas. "Deu seis meses, eu sei que vou ter de entregar e ela vai embora. Só me consola ela não ir para adoção. A Lorena vai ficar com minha mãe."

Como ela, outras 11 detentas estão na ala de amamentação do presídio, com bebês de colo ou prestes a dar à luz. Há ainda outras 27 grávidas no pavilhão e todas vivem o drama da separação dos filhos, angústia que ronda a maioria das detentas. Cerca de 70% das 1.460 presas da unidade têm filhos menores de 12 anos; do total, 451 são presas provisórias. A mulher gestante presa tem o direito de ficar com o bebê durante o período de aleitamento materno, de 180 dias, garantido pela Constituição e pela Lei de Execução Penal.

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Já o artigo 318 do Código de Processo Penal, alterado pelo Estatuto da Primeira Infância, permite que o juiz autorize presas em regime provisório a ficar em prisão domiciliar para cuidar dos filhos menores de 12 anos, quando não têm outra pessoa que o faça. A lei foi usada em benefício de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, ambos presos provisórios, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

No caso de Camila, ela já é condenada, mas acha que mesmo assim deveria ter uma chance. "Eu queria uma oportunidade igual à dela (Adriana) para sair e cuidar da bebê e, quem sabe, me aproximar da minha outra filha, Raíssa." A detenta, que estudou até o 2.º ano do ensino médio, conta que não conseguiu cuidar da primeira filha. "Eu vivia na droga e era muito novinha, não cuidei, não amamentei, nunca dei um banho. Minha sogra pegou e criou. Agora vejo que foi um tempo perdido."

Já Jaquelina Francisco Marques, de 23 anos, é mãe de Adrian Miguel, de 2 anos, e Midian Vitória, de 4, e está prestes a dar à luz Aruna Rebeca. Ela não tem companheiro. Na quinta-feira, a gestante esperava a hora de seguir para o hospital. "Estou tendo dilatação, acho que logo nasce. A primeira filha, Midian, eu ganhei aqui, há quatro anos. Tenho também o menininho, de 2, e engravidei quando fui embora (libertada)."

Ela tinha sido absolvida da acusação de tráfico, mas o Ministério Público recorreu e foi condenada a 5 anos. "Queria muito que essa filha nascesse fora, por isso estou com recurso. Como a moça lá do Rio conseguiu, estou correndo atrás." Jaquelina foi presa aos 19 anos, teve a filha na prisão e saiu em liberdade, engravidou e teve o menino. Com o julgamento do recurso, voltou a ser presa, grávida.

A jovem prefere não pensar que terá de entregar a criança aos 6 meses. Desde que foi presa, quase não vê os filhos. "Não aguento ficar longe deles." A mãe de Jaquelina lava carros e ganha R$ 600 por mês, mas está atrás de advogado para tentar tirá-la da prisão. "Minha avó vive da pensão do meu avô e já cuida das crianças. Quando ganhei minha filha, foi ela quem veio buscar. Não tem como falar o que sinto, não tem palavras, ficar longe dos meus filhos é doído demais."

Rotina

Na ala das parturientes e lactantes, cada presa tem sua cela com cama, banheiro, armário e o bercinho. Juliete Laurindo Vieira, de 27 anos, se distrai arrumando as roupas da pequena Sofhia, de 4 meses, para não pensar na separação. Como aconteceu com o filho Artur Henrique, de 5 anos, em dois meses virá alguém buscar o bebê. "O menino está com minha sogra. Sou amasiada, mas o pai dos dois também está preso. A gente caiu no mesmo B.O., que é tráfico. Meu filho veio me ver uma vez só e gostou tanto da bebê que queria levar ela embora."

Juliete está presa há um ano e dois meses e fez o pré-natal todo na penitenciária. "Aqui não é um lugar para ter nenê, mas, pelo menos, ela está comigo. Não me vejo longe dela, não sei como vai ser." Com ensino médio completo, trabalhou sete meses na fábrica de cigarros de palha artesanal para reduzir a pena. "Apelei da minha sentença e espero sair antes, para ficar perto dos meus filhos. Como meu marido está preso, estamos fazendo de tudo para que eu saia."

Ela contou que as presas ficaram revoltadas quando a Justiça autorizou a saída de Adriana Ancelmo. "Muitas aqui não têm a mesma oportunidade só porque a gente é mais humilde. Temos de pagar pelos erros, mas ela também errou e está em casa com os filhos."

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Acesso da Av. dos Trabalhadores na BR-277 é alterado

Novo acesso à Avenida dos Trabalhadores foi aberto 300 metros antes do acesso antigo

Acesso à Av. dos Trabalhadores é alterado (Foto: Divulgação/PRF)

A partir desta segunda-feira (10), o acesso à Avenida dos Trabalhadores, localizado na BR-277, sentido litoral, está fechado, devido à interdição estabelecida pela Prefeitura de Curitiba. De acordo com a concessionária que administra a via, o principal objetivo da mudança é gerar mais segurança para os usuários.

"Esse novo acesso traz mais comodidade e segurança para os usuários da rodovia e para os moradores do entorno, garantindo melhor fluidez no tráfego de veículos, já que o caminho serve de rota alternativa para diferentes pontos de Curitiba", explica Raul Boff, gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovia.

Quem precisar acessar a região deve ficar atento, já que um novo acesso foi aberto 300 metros antes do acesso antigo, junto à passarela dos pedestres, instalada em frente à fábrica da Coca-Cola.

 

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