Curitiba

Greca diz que empresários ainda não estão recebendo reajuste da tarifa

Depois de criticas por silêncio diante da greve de ônibus, prefeito se manifestou nesta segunda-feira pelo Facebook

Prefeito quer adiantar reunião no TRT, entre empresários e trabalhadores, para esta segunda-feira (Foto: Divulgação/Facebook)

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), usou sua página no Facebook para falar sobre a greve no transporte coletivo que afeta moradores da capital e Região Metropolitana há seis dias. Na postagem, feita na manhã desta segunda-feira (20), ele disse que o dinheiro do reajuste da tarifa ainda não foi repassado para as empresas.

Em fevereiro a passagem de ônibus subiu para R$ 4,25, mas, de acordo com o prefeito, desde então o dinheiro está sendo capitalizado no Fundo de Urbanização de Curitiba, até que os empresários “desistam das ações contra a Prefeitura” e “cubram o reajuste de seus funcionários após o dissídio em curso”.

Greca disse ainda que está pedindo que a audiência entre os patrões e trabalhadores, marcada para a manhã desta terça-feira (21), seja antecipada para a tarde de hoje.

Confira a postagem do prefeito na íntegra:

“A renovação da frota ainda não começou porque Curitiba precisa que as empresas desistam das ações contra a Prefeitura; cubram o reajuste de seus funcionários após o dissídio em curso.

Enquanto isto não acontece, a diferença entre a tarifa técnica (R$ 3,66) e a tarifa cobrada (R$4,25) - está sendo armazenada no FUC - Fundo de Urbanização de Curitiba. Nosso objetivo é juntar recursos para promover o reequilíbrio do sistema sucateado; fazer frente às despesas com até 6% de reajuste com salários motoristas e cobradores após o dissídio retroativo a 1º de fevereiro; renovar a frota existente e ainda aumentá-la - no eixo norte sul - com a compra de 24 bi-articulados padrão euro6.

Até agora nenhum empresário recebeu nada do aumento da tarifa e nem receberá, se não cumprir o que planejamos. Palavra de Prefeito.

Sobre o estado de greve, fiz um apelo ao Tribunal Regional do Trabalho que antecipe a audiência para hoje, ao invés do dia 21 pela manhã, para atender a aflição dos Curitibanos prejudicados”.

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Acidente em camarote deixa 27 feridos e público desesperado em SP; assista

Um vídeo registrou o momento da queda na arquibancada e os gritos das vítimas durante um show com a dupla Fiduma & Jeca, no interior paulista

Acidente aconteceu na 24ª Festa de Peão de Boiadeiro (Expomaar), em Arandu (SP). (Foto: Reprodução/Youtube)

A queda de uma arquibancada sobre o camarote na 24ª Festa de Peão de Boiadeiro (Expomaar), em Arandu (SP), deixou 27 pessoas feridas, na madrugada desse domingo (19). As pessoas foram socorridas e levadas para hospitais da região.

Os ex-jogadores Luizão, Paulo Nunes e Flávio Conceição estavam no terceiro andar de um camarote que também foi atingido, mas eles não se machucaram. De acordo com o Corpo de Bombeiros, nenhuma das vítimas socorridas estava em estado grave, mas quatro pessoas tiveram fraturas.

O acidente, segundo a Polícia Militar, ocorreu por volta da 1h, durante show com a dupla Fiduma & Jeca. A Expomaar, organizada pela prefeitura de Arandu, teve início no dia 15 de março e terminou no domingo. Segundo a polícia, o local tinha alvará de funcionamento. 

Imagens registradas pelo auxiliar administrativo Eduardo Vasques, responsável pela página Costinha Avaré, que divulga festas da região de Avaré (SP), mostram o momento em que um camarote cai. Assista!

 

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Mulher estuprada pelo namorado o procura 9 anos depois para escrever livro

O estuprador disse à vítima que se sentiu culpado pelo abuso. Hoje, eles realizam palestras juntos

Thordis fez contato com Stranger em 2005, nove anos depois do estupro (Foto: Reprodução/BBC Brasil)

Thordis Elva surpreendeu o mundo por decidir entrar em contato com o jovem que há violentou nove anos antes para contar a história do abuso, que virou livro e palestra.

Em 1996, com 16 anos, Thordis foi violentada por Tom Stranger que tinha 18 anos na época. O incidente aconteceu após uma festa natalina em Reykjavik, capital da Islândia. Os dois namoravam apenas há um mês e Stranger levou a jovem para casa após ela passar mal por causa da bebida.

A moça, que não denunciou o estupro, afirmou estar apaixonada na época. “Fiquei machucada e chorei muito por semanas, mas tudo era muito confuso para mim. Tom era meu namorado, não um lunático e o estupro ocorreu na minha cama, não em uma viela. Quando finalmente concluí que havia sido estuprada, Tom já tinha voltado para a Austrália, ao final de seu programa de intercâmbio", conta.

Perdão e culpa

Nove anos depois, a vítima decidiu procurar seu estuprador através de uma carta. Para a surpresa de Thordis, o australiano respondeu com uma confissão e uma oferta de fazer “o que fosse necessário” para minimizar os danos causados. Para a legislação islandesa o crime já tinha prescrito, então os dois resolveram escrever um livro juntos para relatar o ocorrido.

A obra chamou atenção dos organizadores das conferências TED, que os convidaram para uma palestra no evento em outubro do ano passado. O vídeo da dupla já foi assistido por mais de 2,7 milhões de pessoas.

A palestra chamou atenção pela franqueza do diálogo entre o eles. Stranger contou que sufocou as memórias do estupro e que dias depois tinha noção que havia feito algo muito errado, porém admitiu que contou para ele mesmo uma mentira: a de que havia sido sexo e não estupro. “Negligenciei o imenso trauma que causei a Thordis. E a mentira me deixou com uma culpa atroz", diz.

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Parceria criticada

Desde então Thordis e Stranger participam de eventos ao redor do mundo. Em Londres, porém, enfrentaram a ira de quem viu na aparição da dupla algo que poderia despertar traumas em vítimas de estupro.

Uma petição online, endereçada ao Southbank Centre, argumentou que o evento poderia encorajar a normalização da violência sexual em vez de discutir responsabilidades e causas. Stranger foi acusado de se beneficiar do sucesso do livro. A questão monetária foi levantada em vários países e houve organizações exigindo que a dupla revelasse a divisão de direitos autorais.

De acordo com eles, o australiano fica com uma parte minoritária do dinheiro das vendas, mas prometeu repassá-lo a ONGs envolvidas com vítimas de violência sexual. A ativista, artista e vítima de estupro Liv Wynter argumenta que estupradores não devem receber aplausos por admitirem o crime. "Mesmo que ele não receba dinheiro, ele está se beneficiando de sua posição para ser protegido", afirma Liv.

 

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