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Coletiva Moro: 'A ideia aqui não é projeto de poder', diz juiz federal

Sérgio Moro concedeu coletiva de imprensa para falar sobre o convite para ser ministro da Justiça de Bolsonaro

Autor: Redação RIC Mais
Sérgio Moro falou sobre seu papel como ministro da Justiça (Foto: Emerson Guidolin)
Sérgio Moro falou sobre seu papel como ministro da Justiça (Foto: Emerson Guidolin)

Durante uma entrevista coletiva realizada na terça-feira (6), o juiz federal Sérgio Moro agradeceu a imprensa pelo trabalho de cobertura realizado na operação Lava Jato. Moro falou sobre pedidos de entrevista e críticas que recebeu, e ponderou. "Parte das críticas não foram tão corretas, talvez injustas", disse.

Moro agradeceu à imprensa durante a coletiva que convocou para falar sobre a escolha em deixar a magistratura e aceitar o convite para ser ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Coletiva Moro

Ao falar sobre o convite para assumir o Ministério da Justiça, Moro disse que pretende adotar medidas específicas. “O objetivo é, no governo federal, realizar o que não foi feito, com todo o respeito, nos últimos anos de buscar implementar uma forte agente anticorrupção e uma forte agente também anticrime organizado. A ideia é que, e eu sei que isso pode ser recebido com grande ceticismo, compreendo, mas a ideia é aqui não é um projeto de poder. Mas sim, um projeto de fazer a coisa certa, num nível mais elevado. Em uma posição que se possa realmente fazer a diferença”, garantiu Moro. 

Sobre Bolsonaro, sem entrar em detalhes, Moro disse que há "convergências" e "divergências" entre ele. No entanto, classificou o presidente eleito como uma pessoa "bastante ponderada" e disse que ambos poderão encontrar "um meio termo" nas questões de governo.

Assista parte da entrevista do futuro ministro:

Moro falou sobre Lula

Ao falar sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz federal Sérgio Moro descolou qualquer tipo de relação. "Isso não tem nada a ver com o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva", enfatizou.

Projetos de Moro como ministro

Durante Coletiva, Moro ainda falou sobre alguns temas que pretende levar para debate no Legislativo, como: execução de pena em segunda instância; pena de crime de homicídio ser executada sem recurso; tratar os homicídios, que são epidemia; progressão de regime quando houver prova de envolvimento com organizações criminosas; entre outras.

Moro ainda falou sobre a realização de forças-tarefa contra o crime organizado fora do âmbito Legislativo. O futuro ministro falou sobre a aplicação de modelos em Nova York onde resultados significativos foram obtidos. 

Ao falar sobre o cargo que vai ocupar, Moro reforçou alguns pontos dizendo "acho estranho" falar isso, mas "não há a menor chance do uso do Ministério para perseguição política", disse. Moro ressaltou que o trabalho será realizado nos moldes da operação Lava Jato.

Lava Jato

Sobre a Lava Jato, Moro afirmou que ela foi uma marco na quebra da “tradição de impunidade” que costumava imperar no país e sempre trabalhou com o ‘fantasma’ de que a qualquer momento ela poderia ser encerrada. “A Operação Lava Jato faz parte da quebra dessa tradição de impunidade. Mas sempre desenvolvendo esse trabalho havia aquela dúvida perturbadora: se a Operação Lava Jato seria uma exceção ou se ela seria uma mudança de patamar no tratamento institucional para a parte desses crimes”.

Veja o trecho de entrevista coletiva em que Moro fala sobre a Lava Jato:


Gafe de Moro

Sérgio Moro cometeu uma gafe ao confundir os cargos ocupados pelo atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, demitido em fevereiro. Em seguida, Moro sorriu, disse que foi um "lapso" e brincou com a imprensa: "vai uma notinha".

Perfil técnico

Ao ser questionado pelo repórter da Record TV, Marc Sousa, em relação ao cargo político e não técnico, Moro foi enfático que não pretende concorrer a cargos políticos no futuro. "Tomei a decisão, que pareceu a melhor para consolidar os avanços nos últimos anos em relação à corrupção", disse.

"Na minha perspectiva, na minha visão, sigo para atuar em uma função técnica. Um juiz a cargo deste ministério específico, não tenho nenhuma pretensão de concorrer a cargos eleitorais, de subir em palanque", garantiu o novo ministro da Justiça.

Assista à reportagem de Guilherme Rivaroli:

 

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