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Por Guilherme Osinski

'Prisioneiros do Inverno' tem tudo que um thriller precisa

Se você está pensando em ler 'Prisioneiros do Inverno', precisa ler a análise do Guilherme Osinski sobre a obra!

Autor: Guilherme Osinski
Guilherme Osinski é o novo colunista do RIC Mais. Ele é jornalista e irá analisar obras literárias! (Foto: Arquivo pessoal)
Guilherme Osinski é o novo colunista do RIC Mais. Ele é jornalista e irá analisar obras literárias! (Foto: Arquivo pessoal)

Sabem aquele livro que você não consegue parar de ler? Esse é “Prisioneiros do Inverno” – Jennifer McMahon, Editora Record, 2014- uma trama com todo o potencial para um dia virar um ótimo filme de suspense, principalmente graças ao sobrenatural que a história possui.

O livro é estruturado em duas linhas cronológicas: primeiro em 1908, quando descobrimos mais sobre a vida de Sara Harrison Shea, o marido Martin, a filha Gertie e uma misteriosa mulher conhecida como Titia, que muitos acreditam ser uma espécie de bruxa. Os outros capítulos se passam mais de 100 anos depois, contando a história da jovem Ruthie, que, assim como Sara, vive na pequena cidade de West Hall, nos Estados Unidos.

A trama tem muitas coisas que intrigam o leitor. Uma delas é sem dúvida o misterioso diário de Sara, que é encontrado na casa de Ruthie um século depois, logo após o desaparecimento de sua mãe. Não precisa nem dizer que isso mexe totalmente com a cabeça da jovem, que fica se perguntando se tudo que há escrito ali tem alguma relação com os acontecimentos presentes.

“Prisioneiros do Inverno” talvez tenha sido um dos únicos livros que realmente me deu arrepios em minha vida, ou melhor, uma sensação genuína de medo. E creio que toda a construção da história contribuiu para isso: desde a paisagem mórbida de West Hall, uma cidade pequena e fria, muitas vezes com neve, até aos momentos assustadores em que tinha contato com um dormente, ou seja, alguém que regressara do mundo dos mortos.

Com certeza um ponto que Jennifer McMahon acertou em cheio foi intercalar os capítulos entre as histórias de Sara e de Ruthie, o que só trazia a dúvida de qual era a relação entre elas. O mais legal é que era claro que alguma coisa envolvia ambas, mas era impossível descobrir, o que me levava ao viciante hábito de virar página após página para chegar ao fim do livro.

Os personagens são incríveis, principalmente Sara, Gertie, Ruthie e claro, a Titia, essa essencial para a trama. O diário de Sara é fascinante, pois ali estão todas as respostas para a agonia que assola Ruthie mais de 100 anos depois, e não teve como não se impressionar com os dormentes, que são muito mais do que mortos vivos, já que um grande segredo os cerca, o que pode ser fatal caso não resolvido em tempo.

Se você, assim como eu, é um fã de um bom livro de suspense e terror, “Prisioneiros do Inverno” tem que estar na cabeceira da sua prateleira. São 350 páginas que prendem, assustam e intrigam o leitor. Uma trama que envolve amor, traição, morte, vingança, ressurreição e perseverança. Leitura mais do que aprovada.  

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