Olá {{nome}}
Logout
Ao vivo:
Próximo

Por Guilherme Osinski

O apocalipse zumbi continua em 'O Caminho para Woodbury'

Sequência de 'A Ascensão do Governador' revela novos personagens e um mundo cada vez mais perigoso

Autor: Guilherme Osinski
Todos os caminhos levam a Woodbury (Foto: Ana Bubola)
Todos os caminhos levam a Woodbury (Foto: Ana Bubola)

Semana passada o tema da coluna foi o livro A Ascensão do Governador. Agora, é a vez da sequência da série literária de The Walking Dead, com O Caminho para Woodbury – Jay Bonansinga, Robert Kirkman, Galera Record, 2012- obra que traz uma dinâmica e diferente e introduz novos personagens no enredo.

Aqui, a história é dividida em dois momentos. O livro se inicia apresentando Lilly Caul, uma jovem que perdeu o pai de maneira trágica no começo do apocalipse zumbi (Everett Caul se sacrificou pela filha) e que nas primeiras páginas se encontra em um acampamento junto com cerca de 100 sobreviventes.

Na luta pela sobrevivência, Lilly une forças com outras quatro pessoas, entre elas seu namorado, Joshua Lee Hamilton, e a amiga de faculdade, Megan Lafferty. Enquanto o grupo passa por várias situações desesperadoras, eles vão se deslocando (sem querer) rumo a Woodbury controlada pelo Governador. E isso gera uma expectativa muito grande, pois era evidente que em algum momento Lilly e companhia chegariam lá, mas não conseguia saber em quais condições: se como amigos ou inimigos.

O legal de ter assistido a série da televisão é que já tinha na minha cabeça uma imagem desenhada da comunidade de Woodbury, embora nos livros essa pequena cidadezinha tenha uma importância muito maior, já que, com exceção do primeiro, em todos os outros a trama central gira em torno de Woodbury, que é enxergada por muitos como o lugar mais seguro para se viver, considerando que o mundo atual está dominado por zumbis e por grupos de resistência que lutam por seus interesses próprios, sendo até mais perigosos que os mortos-vivos.

Em O Caminho para Woodbury, Lilly Caul começa a assumir as rédeas da série literária, tendo papel semelhante aos quadrinhos, plataforma em que ela também é uma das personagens principais (na televisão ela ainda não apareceu). O Governador, é claro, continua essencial para a história, e vai desenvolver uma relação intensa com Lilly. Só não posso contar se será de amor ou ódio, mas com certeza a contracapa do livro está mais do que certa quando afirma que o inferno é exatamente o que vemos nesse livro.

Assim como em A Ascensão do Governador, o segundo volume da série é repleta de reviravoltas e de surpresas. Mais uma vez, Jay Bonansinga acertou na construção dos personagens, e é muito interessante ver um Governador poderoso, porém preocupado com o destino de Woodbury, e uma Lilly inquieta e que não vai desistir até provar que está certa sobre suas convicções, apesar de nem sempre seus colegas acreditarem nela.

Os acontecimentos de O Caminho para Woodbury mostram que o mundo não é mais um lugar para democracias, e sim que é o momento das pessoas assumirem a liderança e tentar proteger aqueles que amam independente do quão cruel sejam seus métodos. E esse livro cria terreno para uma Lilly Caul vingativa e corajosa, diferente da menina inocente que ela aparenta ser, principalmente nas primeiras páginas da obra.

No mais, a leitura é muito dinâmica, pois emoção é o que não falta. O Caminho para Woodbury é uma história que não acaba aqui. Ela continua no volume seguinte, A Queda do Governador – Parte 1, que será o livro abordado na coluna da semana que vem.

O que achou desta matéria

  1. Péssima
  2. Ruim
  3. Regular
  4. Boa
  5. Excelente

Média dos leitores 5,0

  • Comentário via facebook
Leia também:

Por Jorge Jubrail

Lei 8666 precisa ser revista

Por Jorge Jubrail