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Por Jorge Jubrail

O tempo é nosso bem mais precioso, precisamos usá-lo com sabedoria

"Será que estamos aproveitando bem nosso tempo? Um caminho para respondermos essa pergunta é realizando no mínimo outras duas, se estamos felizes fazendo o que fazemos e se estamos deixando de fazer coisas que gostaríamos de fazer"

Autor: Jorge Jubrail
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Mais uma quarta-feira, seria um dia como outro qualquer, dia do meu compromisso assumido, redigir algo que estimule a minha reflexão e das pessoas que me prestigiam, acompanhando esta humilde coluna. Porém, hoje, tomo a liberdade de pedir para que todos nós busquemos na memória o que aconteceu na quarta-feira há exatamente um ano? Difícil lembrar... Há um mês, seria mais fácil? Ainda complicado... Talvez, há uma semana? Mais provável... Acredito que muitos de nós lembraremos.

Fiz o questionamento apenas para recordarmos que dia após dia a vida segue seu curso e, independente dos acontecimentos, bons ou ruins, estamos aqui para aprender com ela, nos tornando mais sábios ao fazermos bom uso do tempo e aprendendo com todas as experiências, ou mais endividados com o universo, caso não aproveitemos bem nossa passagem.

O tempo não deixa marcas, são os fatos que criam marcos e divisores de água na nossa linha da vida e, dependendo da reação que tivermos, as marcas poderão se tornar feridas abertas ou cicatrizes.

Vou me permitir narrar uma experiência pessoal. Ontem, completou-se dois anos que meu pai fez sua passagem, não era uma quarta-feira, mas, uma sexta-feira. Recordo-me que estava com meu chefe num cliente prestes a iniciarmos uma reunião, para discutirmos cifras, dinheiro. De repente, tocou meu celular, do outro lado, meu irmão, para comunicar que fora chamado ao hospital  que nosso pai estava internado, porque o Seu Elias, depois de oitenta e três anos bem vividos com dignidade e honradez, partira.

Com o episódio da passagem do meu pai, pude reafirmar minhas crenças e valores, ratificando que o que importa na vida são as pessoas, o bem que fazemos a elas, os conhecimentos que transmitimos, o que aprendemos com elas e as boas ações que poderão espelhá-las ou nos espelharmos. Se me perguntarem o que seria discutido naquela reunião, não recordo o tema, mas, seria mais um dia como outro qualquer, no meio da tensão, da ansiedade e das preocupações, dentro do mundo ilusório que criamos e que nos aprisiona.

Depois daquele dia, refleti e reafirmei todos os princípios e valores aprendidos com meu pai. Hoje, sigo minha luta íntima, tentando me aprimorar, me tornar melhor para o próximo, aproveitando todo meu tempo, seja no trabalho, com a família ou com os amigos, busco ser o modelo que meu pai me ensinou ser, mas, sem ser escravo do tempo, que continua implacável, não poupa ninguém do mesmo fim que está planejado a todos. Portanto, façamos nosso melhor, para que ao final de nossas vidas, sejamos lembrados pela lealdade, sinceridade, respeito, dignidade e alegrias vividas com as pessoas queridas. Mas, nos momentos de adversidades, sejamos os verdadeiros amigos que as pessoas necessitam.

Uma última reflexão, o calendário e o relógio são objetos com sistemas criados pelo homem para controlar o tempo, para dar-lhe a falsa sensação que o domina, que talvez possa aprisiona-lo, por isso, tendemos fazer tudo rapidamente, afobadamente, para aproveitar nosso tempo como loucos. A liberdade de viver está no equilíbrio, na paz de espírito de vivermos sem preocupações ou ansiedades, apenas com intensidade, desfrutando o prazer de cada momento.

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