Curitiba

Chuvas provocam desabamento e interdição parcial de imóveis em Curitiba

Apesar da interdição parcial, os moradores não precisaram deixar as casas

Divisa de terreno no bairro São Francisco, na Alameda Princesa Izabel, tem risco de desabamento (Foto: Reprodução/RICTV)

Dois imóveis foram interditados pela Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), vinculada à Defesa Civil, nesta segunda-feira (12), em Curitiba.

As fortes chuvas podem ser as causas mais provavéis. Em um dos casos, na rua Santa Mônica, no bairro Capão Raso, um muro desabou comprometendo a garagem de uma casa.

O outro caso foi registrado no bairro São Francisco, na Alameda Princesa Izabel, com risco de desabamento de uma sala na divisa com o outro terreno, onde um prédio residencial está sendo construído.

Apesar da interdição parcial, os moradores não precisaram deixar as casas e foram orientados a procurar a Cosedi caso as chuvas voltem a cair com maior intensidade ou a situação se agrave.

Litoral

Somente nesta segunda-feira (12) foram registrados 35 milímetros de chuvas em Antonina e Guaratuba. No acumulado do mês, o maior volume foi registrado em Paranaguá, com 102 milímetros.

De acordo com informações do Simepar, a quantidade corresponde a um terço da média de chuva prevista para fevereiro.

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Radar cedido pelo Japão vai monitorar o clima da RMC

A Defesa Civil do Estado do Paraná é única no Brasil a dispor desta tecnologia

Instalado na sede do Simepar, o equipamento vai monitorar a Região Metropolitana de Curitiba, fornecendo dados para ações de prevenção de risco desastres naturais (Foto: Jaelson Lucas / ANPr)

Instalado na sede do Simepar, o equipamento vai monitorar a Região Metropolitana de Curitiba, fornecendo dados para ações de prevenção de risco desastres naturais (Foto: Jaelson Lucas / ANPr)

Instalado na sede do Simepar, o equipamento vai monitorar a Região Metropolitana de Curitiba, fornecendo dados para ações de prevenção de risco desastres naturais (Foto: Jaelson Lucas / ANPr)
O equipamento foi cedido através de uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e não terá custos para o Estado (Foto: Jaelson Lucas / ANPr)

A partir desta quarta-feira (7), começa a funcionar o radar meteorológico Banda X, cedido ao Governo do Estado pela empresa Japan Radio Company (JRC). Instalado na sede do Simepar, o equipamento vai monitorar a Região Metropolitana de Curitiba, fornecendo dados para ações de prevenção de risco desastres naturais. O equipamento foi cedido através de uma parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e não terá custos para o Estado.

A diferença do Banda X em relação aos radares que já estão em operação no Estado - em Teixeira Soares (Centro-Sul) e em Cascavel (Oeste) - está na precisão dos dados coletados. O Banda X é de curto alcance e voltado para os grandes centros urbanos, com monitoramento feito a cada minuto e num ponto específico. Já a informação em tempo normal dos demais radares costuma a ser de cerca de 15 minutos.

A Coordenação Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná passa a ser a única a dispor dessa tecnologia, que poderá servir de modelo para outros estados avançarem na prevenção de desastres. “No Brasil não existe nada igual, com monitoramento constante de minuto a minuto e que relaciona a quantidade de chuva com possíveis deslizamentos. Esse projeto é pioneiro e pode auxiliar no avanço meteorológico de outros estados”, afirma o subchefe operacional da Defesa Civil, tenente Marcos Vidal.

Resposta 

Os técnicos do Simepar e da Defesa Civil foram capacitados pelas equipes do Japão para operar o radar. Ao longo deste mês, passa por uma fase de adaptação e calibração das informações. “O radar gera informação de uma área específica na Região Metropolitana, isso vai resultar num melhor tempo de resposta do Sistema de Monitoramento e Previsão Hidrométrica do Estado, especificamente, na região monitorada”, destaca o tenente Vidal. O Simepar encaminha as informações à Defesa Civil, que é responsável por monitorar as condições e, caso necessário enviar os alertas, aos municípios.

O radar Banda X coletará as informações pluviométricas e fará o cruzamento com informações de deslizamentos já ocorridos na região metropolitana de Curitiba. Com isso, o Sistema de Previsão de Deslizamentos contará com indicação de prováveis ocorrências, permitindo a emissão de alertas antecipados de desastres.

De acordo com o tenente, além do apoio geral em monitoramento, o radar será utilizado como modelo de previsão de deslizamento para o município de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul. “Este modelo permitirá a emissão de alertas precoces do risco de deslizamento em situações críticas”.

O tenente Marcos Vidal explica que o Paraná é referência quando o assunto é prevenção de riscos e desastres. Por esse motivo, e pela estrutura compatível com as necessidades operacionais do radar Banda X, é que o Estado foi escolhido para abrigar a tecnologia. “Somos referência nacional e temos capacidade para absorver essa demanda e replicá-la”, diz.

Investimento em prevenção de risco chega a R$ 100 milhões

A instalação do radar Banda X faz parte do programa de Fortalecimento de Gestão de Risco de Desastre no Paraná, que abrange o fortalecimento da infraestrutura de prevenção, investimento em conhecimento e a articulação institucional. O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em conjunto com o Simepar, Defesa Civil, Instituto das Águas do Paraná e Instituto de Terras, Cartografia e Geociências do Paraná (ITCG).

Desde 2011, o Governo do Estado investiu R$ 100 milhões para prevenção de desastres. Foi criado o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd), que reúne informações de diversos órgãos para emitir alerta de desastres aos municípios e faz a gestão em caso de eventos climáticos. O Paraná também se tornou o primeiro e único estado brasileiro em que 100% dos municípios têm um Plano Municipal de Contingência de Proteção e Defesa Civil.

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Curitiba registra apenas 5 dias sem chuva em janeiro e iguala recorde

Umuarama, no noroeste, registrou o maior volume de chuvas em todo o estado

Volume de chuvas em Curitiba foi 68,6% maior do que a média histórica (Foto: Ilustrativa/Pixabay)

 

Dos 31 dias de janeiro, em apenas cinco a capital paranaense não registrou chuva - se igualando aos recordes de 2010 e 2011, de acordo com dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

No acumulado do mês, choveu 303,4 milímetros em Curitiba. O valor é 68,6% maior do que a média histórica registrada na cidade, de 180 milímetros.

No interior do estado a situação não foi diferente. As regiões oeste, noroeste e o litoral do estado chegaram a registrar 400 milímetros de chuvas em determinadas localidades.

Umuarama, no noroeste, registrou o maior volume de chuvas do estado com 478,6 milímetros. O mês de janeiro foi o mais chuvoso dos últimos 20 anos em Umuarama, Paranavaí, Cascavel e Ponta Grossa.

O verão é a estação mais chuvosa no Paraná e as chuvas devem permanecer caindo em grande quantidade até o fim de março.

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