Curitiba

Cães também podem ficar gripados; saiba como identificar e prevenir

A gripe canina pode ser prevenida por meio da vacinação e cuidados básicos na rotina do animal

O cachorro com tosse pode parecer que está engasgado (Foto: Google Imagens)

A Tosse dos Canis, tecnicamente chamada de Traqueobronquite Infecciosa Canina, nada mais é que uma gripe que acomete os cães. Diferentemente dos humanos, que ficam mais propícios a pegar resfriados no inverno, a gripe canina pode ocorrer em todas as estações do ano, é transmitida pelo ar ou por meio do contato direto com outros cães e contagia rapidamente animais de todas as idades. Por isso, a prevenção é importante para garantir a saúde do seu melhor amigo.

“O cachorro pode pegar a doença em um simples passeio de rotina, então é importante ficar atento aos sintomas: normalmente começam com uma tosse, seca, forte e persistente, que pode ser agravada após algum esforço físico, causando dificuldades respiratórias e ânsia de vômito. O animal pode parecer que está engasgado. Outros indícios podem ser febre, perda de apetite e apatia. Ao notar esses sinais, o recomendável é levar o cão ao veterinário”, explica Fabiana Avelar, Gerente de Produtos da Zoetis.

A prevenção da gripe canina vai desde cuidados em casa até vacinas. “O tutor deve tomar alguns cuidados como evitar deixar o cão em locais frios, mantê-lo em um ambiente coberto e sem correntes de vento, acomodá-lo em camas ou casas e, ainda, oferecer mantas. Além disso, é importante vaciná-lo”, conta Fabiana.

A BronchiGuard® é uma vacina injetável do laboratório Zoetis, que pode ser adotada nos programas vacinais. O cão pode ser protegido ainda filhote, a partir da 8ª semana de vida, sendo a primeira vacinação composta de duas doses, com intervalo de duas a quatro semanas. Essa proteção deve ser reforçada anualmente, em dose única. Monovalente, a vacina age contra o principal agente causador da gripe canina, a bactéria Bordetella bronchiseptica.

O mesmo laboratório tem ainda a vacina Bronchi-Shield III: que é intranasal e composta por três agentes envolvidos na gripe canina. Essa vacina dispensa o uso de agulhas e é ideal para a vacinação de filhotes. É indolor e uma alternativa excelente quando uma rápida proteção é necessária ao animal. Protege contra Adenovírus Canino Tipo 2, o vírus da Parainfluenza Canina e também da Bordetella bronchiseptica.

A vacinação precoce, a partir dos dois meses de idade, evita que o animal se contamine antes de ter contato com os agentes causadores da enfermidade. Mas é importante imunizar também os cães jovens e adultos, pois a vacinação é uma aliada importante para proteger o animal da gripe o ano todo. Em qualquer situação é recomendável consultar o médico veterinário para manter o cão saudável.

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Após mais de um século, pesquisadores avistam micos-leões-dourados no Rio

Os pesquisadores fizeram fotos inéditas de micos-leões-dourados no Rio. A espécie é nativa da região e foi extinta entre o final do século 19 e o começo do século 20

Mico-leão-dourado avistado por pesquisadores na Reserva Biológica Fiocruz Mata Atlântica, no Rio de JaneiroI (Foto: Divulgação/Fiocruz)

Mico-leão-dourado avistado por pesquisadores na Reserva Biológica Fiocruz Mata Atlântica, no Rio de JaneiroI (Foto: Divulgação/Fiocruz)

Mico-leão-dourado avistado por pesquisadores na Reserva Biológica Fiocruz Mata Atlântica, no Rio de JaneiroI (Foto: Divulgação/Fiocruz)
Agora a Fiocruz quer descobrir a origem desses micos-leões-dourados: se são remanescentes de uma população local ou se foram trazidos de outra região e soltos na área. (Foto: Divulgação/Fiocruz)

Tudo começou em 2015, quando pesquisadores da Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica, campus avançado para pesquisas em biodiversidade e saúde da Fundação Oswaldo Cruz(Fiocruz), localizado em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, ficaram sabendo da existência de micos-leões-dourados na região.

No ano seguinte, a presença foi confirmada por um funcionário que avistou três indivíduos juntos da espécie Leontophitecus rosalia. No dia 19 de abril passado, pesquisadores fizeram a primeira foto da espécie, confirmando o aparecimento raro depois de mais de um século sem que micos-leões dourados fossem vistos na cidade do Rio de Janeiro.

“Significa que esses animais estão ali, regularmente”, disse à Agência Brasil o biólogo Ricardo Moratelli, um dos responsáveis pela gestão ambiental e levantamento da biodiversidade da Estação Biológica da Fiocruz. O próximo passo, segundo ele, é descobrir a origem desses animais: se são remanescentes de uma população local ou se foram trazidos de outra região e soltos na área.

Moratelli acredita que o mais provável é que tenham sido trazidos de outra região. “Poderiam estar em criadouros; podem ter sido trazidos ilegalmente. É muito difícil que sejam remanescentes de populações naturais. Mas é uma possibilidade que a gente não pode também descartar”, disse o biólogo.

Para que possam ser feitos testes que comprovem a origem desses animais, Moratelli explicou que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) terão de conceder licenças para os testes: “A gente não pode encostar nos animais sem as licenças”.

Embora seja um grupo pequeno e inviável a longo prazo, Ricardo Moratelli disse que a presença deles demonstra que aquela área poderia, inclusive, receber mais micos-leões dourados – uma vez que era o habitat original da espécie, o que abre a possibilidade para se tentar introduzir mais animais no local.

Extinção

Moratelli conta que o mico-leão-dourado é uma espécie nativa dessa região e foi extinta entre o final do século 19 e o começo do século 20. “Existe na região em torno de 50 a 60 quilômetros quadrados de matas conectadas que são habitats favoráveis para a vida desses animais. Pode ser que eles continuem por aquela área, pode ser que eles se desloquem pelo Maciço da Pedra Branca para outras regiões voltadas para a vertente sul. A gente não sabe”.

O biólogo Ricardo Moratelli conta que, por volta de 1830, o mico-leão-dourado habitava desde a Bacia do Rio Sepetiba até o norte do estado, na fronteira com o Espírito Santo, e foi se extinguindo aos poucos com mudanças feitas pelo homem no meio-ambiente local. Isso, associado à caça, reduziu muito as populações desta espécie, até que, em 1960, existiam apenas 200 indivíduos livres na natureza e todos na Bacia do Rio São João, que engloba as cidades de Silva Jardim e Casimiro de Abreu e inclui as reservas biológicas de Poço das Antas e União. Em 1940, a espécie já estava restrita à Bacia do Rio São João e às adjacências da Lagoa de Araruama.

“[A espécie] já não existia no município do Rio de Janeiro. A ocorrência desses animais mostra que essa área tem potencial para receber mais indivíduos e talvez ampliar um pouco a distribuição atual dessa espécie, por meio de reintrodução”, disse, ao lembrar que ainda não há decisão sobre o assunto: “são só ideias para se pensar o que fazer”. Qualquer medida deve ser tomada pelo Inea, que tem a missão de proteger os fauna local como um todo.

Os pesquisadores continuam a procura de outros exemplares da espécie. A Estação Biológica Fiocruz trabalha no levantamento constante da biodiversidade daquela região, englobando flora e fauna, como morcegos, anfíbios, aves e roedores.

Diversidade

Até o momento, os pesquisadores descobriram que os micos-leões dourados avistados estão vivendo na área da Estação Biológica Fiocruz em grupos mistos com saguis de tufo branco, que são animais introduzidos, oriundos do Nordeste brasileiro. Atualmente, existem 3,2 mil micos-leões-dourados no estado do Rio de Janeiro que se multiplicaram a partir daqueles 200 indivíduos que existiam em 1960.

“Existe uma diversidade genética muito baixa para a espécie”. Segundo Ricardo Moratelli, se os três indivíduos avistados no campus da Fiocruz forem oriundos de outras áreas e por alguma razão pararam ali, é o melhor para a espécie. “Quanto maior a variabilidade genética e maior a distribuição geográfica, melhor para a espécie”, afirmou.

Ricardo Moratelli disse também que o pequeno grupo corre o risco de ser atacado por predadores e morrer por doenças. “A gente sabe que esse pequeno grupo não vai viver ali por muito tempo que, quando se fala em conservação, são 30, 40, 50 anos. Mas o fato de eles ocorrerem ali de 2015 até hoje mostra que o habitat é favorável para essa espécie ainda e que um programa de reintrodução ali poderia ser pensado. Seria belíssimo ter micos-leões-dourados na maior floresta urbana das Américas”, disse.

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Oncinha nascida no Refúgio da Itaipu será apresentada aos turistas

Após o período de adaptação, a Itaipu lançará um concurso para e escolha do nome da onça filhote

Onça bebê com três meses de vida (Foto: Divulgação)

Onça bebê com três meses de vida (Foto: Divulgação)

Onça bebê com três meses de vida (Foto: Divulgação)
Os pais da oncinha, Valente e Nena (preta) (Foto: Divulgação)
Nesta foto o filhote era recém nascido (Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional)

O filhote de onça que nasceu no dia 28 de dezembro no Refúgio da Itaipu será apresentado para os turistas a partir desta segunda-feira (10). Mamãe e bebê onça poderão ser vistas juntas pelos visitantes do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a partir das 14h, no recinto instalado no circuito turístico local.

O filhote de onça-pintada preta (Panthera onca) é uma fêmea e ainda não tem nome. Ela passará a revezar o uso do espaço com o pai, a onça Valente, que usará o recinto numa parte do tempo e a dupla, no outro.

Com três meses de idade, a oncinha poderá usufruir também desta ala da casa. Antes desse período, ela estava sendo mantida isolada com a mãe, para adquirir mais autonomia, até que pudesse ser solta no espaço aberto.

No local, a oncinha terá condições para continuar o seu bom desenvolvimento em um ambiente o mais próximo possível do natural. No recinto externo, ela poderá escalar árvores, aprender a nadar e a caçar, seguindo os passos da mãe.

Por causa do revezamento, nem sempre o filhote poderá ser visto no recinto do Refúgio Biológico. “Faremos o revezamento para que todos usufruam da área externa no recinto, possam se exercitar, mas com prioridade para as duas fêmeas”, explicou o médico veterinário Wanderlei de Moraes, da Divisão de Áreas Protegidas de Itaipu.

Antes da apresentação para a imprensa, no recinto das onças, foi feito um teste para ver a adaptação da oncinha ao local. Na ocasião, as duas foram soltas no recinto e retornaram para a área fechada com tranquilidade.

O manejo foi considerado um sucesso pela equipe do Refúgio. “De início, a oncinha ficou um pouco incomodada, receosa com o novo ambiente, mas depois se soltou, correu e brincou com a mãe”, disse Moraes. “Foi muito legal ver a interação das duas."

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Concurso

Após este período de adaptação, a Itaipu lançará um concurso para e escolha do nome da oncinha. A data ainda não foi definida, mas deve ocorrer no aniversário de seis meses do filhote.

Reprodução

O nascimento da oncinha foi o primeiro caso bem-sucedido de reprodução da espécie em cativeiro no Refúgio, em 14 anos de tentativas. A mãe Nena, de cor preta, tem três anos de idade e chegou ao Refúgio em agosto do ano passado, doada pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. O pai, a onça-pintada Valente, tem nove anos de idade e é morador antigo do Refúgio.

O encontro entre o casal ocorreu um mês depois da chegada de Nena. E já deu resultados: dele, nasceu a bebê-onça, à imagem e semelhança da mãe. Ambas são da espécie onças-pintadas, mas tem tonalidade preta (melânica), condição criada pela quantidade de melanina.

Serviço

O Refúgio Biológico Bela Vista fica aberto à visitação de terça-feira a domingo, com saídas às 8h30, 9h30, 10h30, 13h30, 14h30 e 15h30. As visitas têm duração de 2h30. O ingresso custa R$ 24 para adultos (moradores dos municípios lindeiros ao lago de Itaipu não pagam entrada). Mais informações: www.turismoitaipu.com.br.

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