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Anemia também afeta cães e gatos; saiba os cuidados

Para detectarmos os sinais da enfermidade é preciso ter atenção não só à aparência dos animais, mas a possíveis mudanças de comportamento e alteração na frequência e no esforço respiratório

Autor: Canal de Estimação
Para detectarmos os sinais da enfermidade é preciso ter atenção não só à aparência dos animais, mas a possíveis mudanças de comportamento e alteração na frequência e no esforço respiratório (Foto: Pixabay)
Para detectarmos os sinais da enfermidade é preciso ter atenção não só à aparência dos animais, mas a possíveis mudanças de comportamento e alteração na frequência e no esforço respiratório (Foto: Pixabay)

Quando pensamos em anemia, logo lembramos da falta de ferro no sangue, de pessoas apáticas e abatidas. Porém, o que poucos sabem, é que essa doença também pode afetar nossos cães e gatos.

Para cuidarmos de nossos animais é essencial que possamos compreender o que é a anemia e como ela se manifesta em seus organismos. De acordo com Daniel Balthazar, zootecnista e Mestre em ciências clínicas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ e médico veterinário pela Universidade Castelo Branco – UCB, a anemia é o nome dado a uma série de condições caracterizadas pela diminuição do tamanho ou número das células presentes no sangue que são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os demais tecidos corporais, ou pela deficiência na concentração de hemoglobina.

Para detectarmos os sinais da enfermidade é preciso ter atenção não só à aparência dos animais, mas a possíveis mudanças de comportamento e alteração na frequência e no esforço respiratório. “Os sinais clínicos geralmente estão relacionados com a baixa oxigenação dos tecidos, e as medidas compensatórias do organismo dos animais, na tentativa de se adaptar a esta condição. É possível observarmos diminuição da atividade do animal, palidez das mucosas orais e oculares, menor tolerância ao exercício, aumento da frequência respiratória, esforço respiratório, aumento da freqüência cardíaca e até mesmo convulsões. Cabe ressaltar que, dependendo do motivo da anemia, pode ser observado também, icterícia, o amarelamento das mucosas, e urina escura, próxima da cor marrom”, explica Daniel Balthazar.

Ao percebermos alguns desses sinais, devemos procurar imediatamente um veterinário de confiança, evitando tratamentos caseiros ou sem orientação veterinária adequada. “Se o animal começar a ficar dorminhoco, menos ativo e mais fraquinho, deve-se começar a prestar mais atenção nos outros sinais, como na urina e nas fezes, para então levá-lo ao veterinário o quanto antes, pois quanto mais tardio for o diagnóstico maiores serão os riscos. Outras consequências podem ser dificuldades na reprodução, diminuição de imunidade ou até mesmo morte”, recomenda, Renata Del Bianco, veterinária do Koala Hospital Animal e Love Pet Shop.

Segundo Regis Ribeiro, veterinário nutricionista e Proprietário da Vet Science Consultoria Veterinária, nos últimos 30 anos, dos 150 mil atendimentos realizados pela sua clínica, quase 23%, ou seja, 34 mil animais sofreram com problema. “Muitos proprietários não percebem o sintoma e sua gravidade”, alerta.

O veterinário explica que a anemia pode ser classificada, basicamente, de duas maneiras – regenerativa, que é representada por um aumento na produção dos glóbulos, e não-regenerativa, que é quando ocorre queda da produção, e que o tratamento depende da causa.

O tratamento para a anemia depende da causa, embora o combate a infecções e parasitismos, o tratamento das doenças crônicas e a correção de fatores nutricionais possam ser a solução em muitos casos, ressalta Chayanne Ferreira, veterinária e doutoranda em Nutrição Animal. “É importante que esses animais sejam alimentados de forma correta. Dietas caseiras podem ser utilizadas, desde que formuladas, entretanto, em casos mais complicados, outros cuidados são necessários”, considera.

A veterinária relembra o caso de Nina, uma vira-lata de oito anos, diagnosticada com um tumor maligno no intestino. Devido a perda de sangue intestinal e a dificuldade de se alimentar, Nina apresentou um grave quadro de anemia. Foi necessário intervenção cirúrgica para remover o tumor, uma transfusão sanguínea e uso de sonda pela urina até a sua recuperação. “A dieta caseira obteve mais sucesso do que com a industrializada. Demos uma maior qualidade de vida e menos sofrimento para a Nina, e é esse o papel do médico veterinário”, ressalta Chayanne.

O veterinário Regis complementa que a dieta não deve ser encarada como remédio, mas como prevenção, pois os resultados de uma boa alimentação são vistos a longo prazo. “A nutrição deve conter nível de energia adequada ao peso, idade e condição de saúde do animal, assim como uma carga balanceada de vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, minerais e água”, enfatiza.

Regis também alerta em relação à medicação sem orientação, especialmente em relação ao uso de suplementos indicados por leigos. Ele conta que alguns donos, preocupados com crises de vômito frequentes, dão aos animais suplementação oral com antianêmico contendo vitamina B12 e ferro. Entretanto, uma proteína estomacal, cuja função é absorver a B12, diminui quando o animal vomita muito. Assim, qualquer suplementação da vitamina por via oral não funciona. Além disso, segundo o veterinário, sais de ferro são extremamente irritantes para a mucosa digestiva, aumentando a possibilidade de diarréia e vômito nos animais. “Esse é apenas um dos múltiplos exemplos do uso indevido de medicamentos. Não medique seus animais sem orientação veterinária”, reforça o médico especialista.

A veterinária Chayane enfatiza a importância de procurar o médico veterinário não somente em casos de doenças, mas quando houver dúvidas, pois também é papel desse profissional orientar. Também é necessário estar em dia com as vacinações, vermifugações, fazer o controle de ectoparasitas e oferecer uma alimentação adequada para que os bichinhos não sofram com a anemia e outras patologias. “Cuidar bem dos nossos cães e gatos pode evitar doenças oportunistas, portanto, quanto mais cedo o atendimento, mais chances o animal possui”, alerta.

Dica da veterinária:

Algumas pessoas não sabem, mas os animais também podem ser doadores de sangue. Essas doações servirão para o tratamento de doenças em que sejam necessárias transfusões de  sangue. Quem se interessar, basta ligar no Hospital Veterinário de sua confiança e agendar uma coleta.

É necessário que o animal:

– ele esteja saudável;

– pese mais de 25kg;

– tenha mais de 2 anos de idade;

– tenha menos do que 8 anos de idade;

– esteja com vacinações e vermifugações em dia;

– não tenha tido carrapatos recentemente.

*Com informações do portal Canal de Estimação

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