Curitiba

Denarc apreende uma tonelada de maconha escondida em carga de caminhão

Tabletes da droga estavam no meio de uma carga de farelo de trigo; o motorista disse que não sabia

Foto: Polícia Civil

Aproximadamente uma tonelada de maconha foi apreendida na manhã desta quarta-feira (15) por investigadores da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), dos núcleos de Pato Branco e Cascavel. A apreensão aconteceu na PR-182, entre os municípios de Toledo e Vera Cruz do Oeste, a região oeste do Paraná. O entorpecente estava escondido no meio da carga de farelo de trigo de um caminhão. O condutor do veículo, um homem de 50 anos, foi preso em flagrante.

“Essa região da PR-182 é conhecida como rota de tráfico de drogas”, observou a delegada responsável pelo caso, Ana Cristina Ferreira Sil.

Durante as diligências a equipe se deparou com um caminhão parado no acostamento por problemas mecânicos. O motorista informou que o veículo tinha sido carregado em Céu Azul , no Paraná, com farelo de trigo e seria levado até o município de Capim Grosso, na Bahia.

Ao ser abordado, o homem demonstrou sinais de nervosismo e os policiais civis desconfiaram. Durante uma revista no veículo foram localizados vários tabletes de maconha escondidos embaixo da carga de farelo de trigo. A carga foi avaliada em R$ 1 milhão.

Na delegacia, o homem alegou que não sabia que a droga estava no meio da carga. Ele foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e encaminhado para a 20ª SDP, onde permanece à disposição da Justiça. O suspeito não possui passagens pela polícia.

Veja o momento em que a droga foi descoberta:

 

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Motorista de furgão ganhou R$ 515 mil em fraude da UFPR

A operação deflagrada nesta quarta-feira prendeu 27 investigados por desvios milionários de verbas da UFPR destinadas à pesquisa e bolsas de estudo

Coletiva na sede da Polícia Federal, em Curitiba, sobre a Operação Research (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A Operação Research - missão integrada da Polícia Federal, Procuradoria da República e Tribunal de Contas da União - identificou "fraudes grosseiras" na Universidade Federal do Paraná - como o caso de um cozinheiro de pizzaria que recebeu pouco mais de R$ 318 mil entre 2013 e 2016 e um motorista de furgão que levou mais de R$ 515 mil no mesmo período - ambos sem nenhum vínculo com a instituição.

Para o delegado Igor Romário de Paula, da PF no Paraná, se houvesse "um mínimo de controles internos" na UFPR seria possível impedir "fraudes grosseiras".

A Operação Research foi deflagrada nesta quarta-feira (15) e prendeu 27 investigados por desvios milionários de verbas da UFPR destinadas à pesquisa e bolsas de estudo.

Ao autorizar a Research, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14 ª Vara Federal no Paraná, apontou para "essa vergonhosa fraude milionária, com desvios descarados de dinheiro público destinado à pesquisa acadêmica de alto nível". Ele destacou que "ao longo de, pelo menos, três anos, duas servidoras da UFPR atuaram direta e materialmente para autorizar pagamentos mensais a um grupo de, no mínimo, 27 pessoas que jamais tiveram qualquer vínculo com a Universidade".

Os auditores do Tribunal de Contas da União - que atuam na 2ª Diretoria da Secretaria de Controle Externo do órgão no Paraná - alertaram que "nenhum dos referidos beneficiários possui vínculo com qualquer universidade federal de ensino, tampouco são servidores públicos na esfera federal".

"De forma ainda mais agravante, constatou-se que os beneficiários, em sua maioria, não possuem curso superior e exercem profissões tais como cabeleireiro, motorista, cozinheiro etc. e alguns deles ainda possuem cadastro em Programas Sociais do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), figurando como beneficiários de programas sociais", assinala relatório do TCU.

Paulo Allan Rolland Bogado, que ganhou R$ 357.550, mora em Curitiba e é sobrinho dos também beneficiários Carlos Alberto Galli Bogado (R$ 323.025, residente em Antonina/PR) e Marco Ronald Rolland (R$ 81.000, tio de Paulo).

"Tem coisa bem pior aqui", disse um auditor do TCU que participa da Operação Research. "Um é assistente administrativo, outro recebe aposentadoria por invalidez, recebeu R$ 739 mil.”

O auditor relata que foi ao gabinete da ministra Ana Arraes, do TCU. "Quando estive no gabinete da ministra Ana Arraes, em novembro, ela perguntou: 'tem certeza? não tem nenhuma confusão?”

Os levantamentos junto à Diretoria de Pesquisa e Pós-graduação mostram que os prejuízos podem alcançar R$ 90 milhões no período entre 2013 e 2016.

Os investigados deverão ser indiciados por crime de peculato (desvio de recursos públicos) e associação criminosa.

Confira o que diz a Universidade Federal do Paraná.

"Diante da operação deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Federal, a Universidade Federal do Paranáinforma:

  1. As suspeitas de irregularidades no pagamento de bolsas e auxílios são objeto de investigações internas na UFPR desde dezembro de 2016, quando a própria universidade também tomou a iniciativa de encaminhar o caso à Polícia Federal, para investigação criminal.
  2. Assim que tomou conhecimento da suspeita de desvios de verba pública, em dezembro de 2016, a administração anterior da Reitoria determinou a abertura de sindicância para apurar responsabilidades. O procedimento é conduzido por uma comissão formada por dois professores e uma servidora técnico-administrativa e, por força de lei, corre em sigilo. O prazo para conclusão do trabalho é de 60 dias, prorrogáveis por mais 60. A previsão de término dos trabalhos é meados de abril de 2017.
  3. Por determinação do atual reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, as duas servidoras suspeitas de envolvimento no caso foram suspensas do exercício de suas atividades funcionais, nos termos da Lei 8112/90.
  4. O reitor Ricardo Marcelo Fonseca também determinou a criação do Comitê de Governança de Bolsas e Auxílios, visando aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre esse tipo de pagamento. Também está criada, por meio de portaria, uma comissão para trabalhar no Plano de Transparência e de Dados Abertos da Universidade, instrumento para garantir que a sociedade tenha acesso a todas as informações de caráter público.
  5. A Universidade Federal do Paraná tomou todas as providências cabíveis para esclarecer os fatos e responsabilizar os eventuais envolvidos. Com o resultado da investigação, a UFPR solicitará a restituição dos valores ao erário.
  6. A gestão do reitor Ricardo Marcelo Fonseca reafirma seu compromisso com a transparência e a ética. Reforça ainda que condena veementemente qualquer prática ilícita e que continuará colaborando com as investigações, tanto no âmbito do Tribunal de Contas da União quanto da Polícia Federal."

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Assaltantes de banco fogem carregando reféns em Cianorte

Um suspeito fugiu e outro foi baleado durante perseguição

Vigia e pedestre foram levados pelos criminosos. (Foto: reprodução/ Whatsapp)

Suspeito de tentar roubar um banco em Cianorte, no noroeste do Paraná, ficou ferido após trocar tiros com policiais militares na manhã desta quarta-feira (15).

O homem invadiu a agência do Banco do Brasil e rendeu o vigia que estava no local, por volta das 8h. A Polícia Militar (PM) afirmou que havia outra pessoa esperando a ação terminar dentro de um carro no lado de fora do banco.

Quando os criminosos perceberam a presença da polícia, fugiram levando o vigia como refém, além de outra pessoa que passava na rua. Os policiais conseguiram cercar o carro a aproximadamente cinco quadras de distância da agência.

Os reféns não ficaram feridos e o criminoso foi levado a um hospital do munícipio. O segundo suspeito fugiu.

Também na manhã desta quarta-feira (15), bandidos realizaram um assalto à agência do Banco do Brasil em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba, fazendo algumas pessoas como reféns.

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