Curitiba

Curitiba sedia debate sobre a educação com foco no aluno

“O aluno como agente ativo do processo de aprendizagem”. Esse é o tema da terceira edição do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação. O evento será realizado no próximo dia 8 de abril, em Curitiba (PR) e tem como objetivo promover a discussão de práticas e a troca de experiências entre líderes e gestores de instituições de ensino superior, a fim de promover uma educação cada vez mais centrada no estudante e contribuir para a melhoria da qualidade no ensino superior brasileiro. O encontro é uma iniciativa da Blackboard, juntamente com o Grupo A Educação, em parceria com a Hoper Educação e com a Universidade Positivo.

O evento contará com os palestrantes Carlos Longo, professor titular e pró-reitor acadêmico da Universidade Positivo, que abrirá o evento; Gustavo Hoffmann, pró-reitor acadêmico da UNIPAC; e Ryon Braga, da UniAmérica, uma universidade filantrópica em Foz do Iguaçu.

Matthew Small, presidente de negócios internacionais da Blackboard ministrará a palestra “Transformando o ensino com Inovação”. Segundo ele, “é preciso aliar diferentes visões e opiniões para que os responsáveis pela promoção da educação no Brasil vejam como o ensino tem mudado e saiam dos debates munidos de informação e inspiração para projetar técnicas de ensino inovadoras”.

Esse é o primeiro evento de 2015 de uma série de ações que a Blackboard e o Grupo A Educação promoverão ao longo de 2015, no Brasil e na América Latina, tendo como tema principal o aluno no centro de tudo.

Serviço:
Fórum de Lideranças – Desafios da Educação

Local: Universidade Positivo, Bloco Azul

Endereço: rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, Campo Comprido, Curitiba (PR).

Horário: 8h às 17h00

Inscrições: gratuitas, pelo site – http://www.desafiosdaeducacao.com.br/forum-de-liderancas/

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Para advogado de executivo preso, 'todos já estão condenados na Lava Jato'

Defensor se rebela contra o que classifica de "nulidades" da Lava Jato e ataca a delação premiada

O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende um dos executivos da empreiteira Galvão Engenharia – alvo da Operação Lava Jato -, avalia que “todos os acusados já foram condenados por uma parcela da sociedade”. Oliveira Lima afirma que “não está sendo respeitado” o direito de defesa no âmbito da investigação sobre esquema de corrupção na Petrobras.

Ele se rebela contra o que classifica de “nulidades” da Lava Jato e ataca a delação premiada, atalho utilizado por quase 20 suspeitos para se livrar da prisão. “A colaboração premiada foi banalizada nesse processo.”

Na última sexta-feira, o presidente da holding do Grupo Galvão, o empresário Dario Galvão, foi preso sob acusação de “mandante efetivo” do pagamento de propinas a dirigentes da Petrobras que no período de 2003 a 2014 alojou o cartel das maiores empreiteiras do País e a elas entregou a primazia de contratos bilionários e um esquema de propinas para 50 políticos, pelo menos.

Outro executivo da Galvão Engenharia – sob suspeita de ter integrado o conluio entre 16 construtoras na Petrobras -, Erton Medeiros Fonseca, foi preso em 14 de novembro de 2014 pela Operação Juízo Final, sétima etapa da Lava Jato. A defesa sustenta que a empresa foi vítima de extorsão praticada por um lobista. “Não há prova que demonstre participação de Fonseca em qualquer fato delituoso”, diz Oliveira Lima. “Meu cliente foi vítima de extorsão. Ele foi pressionado e ameaçado e isso ficará demonstrado de maneira cabal no processo.”

O advogado aponta ‘ilegalidades’ na Lava Jato. “Eu confio no Judiciário, nos tribunais superiores que no momento certo irão colocar esses processos no rumo correto.” O advogado diz que não aceita a definição dos investigadores de que a Lava Jato é o maior escândalo de corrupção no País. “Interessante alguém se manifestar assim se estamos no início dos processos. A Galvão Engenharia ganhou todos os contratos junto à Petrobras de maneira lícita, sempre a melhor proposta. Isso fica claro se as autoridades analisarem os documentos que juntamos. A Galvão não fez parte de nenhum cartel, se ele efetivamente existiu, e vários testemunhos são nesse sentido.”

Falhas

Para Oliveira Lima, a operação contém falhas. “Como os processos estão no início, apesar de todos os acusados já terem sido ‘condenados’ por uma parcela da sociedade, os tribunais superiores ainda não analisaram as várias nulidades como incompetência do juízo de Curitiba (PR) para julgar esses processos, suspeição do juiz, nulidade nas interceptações. Confio no Judiciário, nos tribunais superiores que no momento certo irão colocar esses processos no rumo correto.”

O advogado sustenta que contra Erton Fonseca “não há prova que demonstre sua participação em qualquer fato delituoso, ao contrário do que afirma o Ministério Público Federal”.

“A sua inocência será reconhecida. A respeito dessas colaborações premiadas, banalizadas nesses processos, prefiro aguardar um posicionamento dos tribunais superiores a respeito da legalidade delas, a meu ver, realizadas ao arrepio da lei”, argumenta o advogado.
Ele diz que “a imprensa deve ser sempre livre”, mas reclama que a cobertura sobre a Lava Jato “ainda dá pouco espaço para a defesa”.

Aponta para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Eu preferia os dirigentes do passado, mais presentes e mais distantes do poder. Veja a situação de um profissional que defendeu os interesses inicialmente do delator e depois passa a atuar para o delatado. Isso é possível?”

O advogado afirma que “no momento oportuno será reconhecido pelos tribunais o cerceamento da defesa”. “Alguns juízes, promotores e jornalistas deveriam figurar como réus em processos para entender a importância do direito de defesa. O respeito a esse direito sagrado é fundamental para o Estado Democrático.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Debaixo de chuva, curitibanos comemoram os 322 anos da capital paranaense

A principal atração foi o bolo de 600 quilos, que motivou a formação de uma fila já no início da tarde

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Apesar da chuva, centenas de curitibanos foram ao Parque Barigui, neste domingo (29), para comemorar a festa dos 322 anos de Curitiba. A principal atração foi o bolo de 600 quilos, que motivou a formação de uma fila já no início da tarde. O prefeito Gustavo Fruet esteve presente à festa, que teve também atrações artísticas, recreação e oferta de serviços pelas secretarias municipais.

Gustavo Fruet cortou a primeira fatia do bolo, logo após ser cantado o tradicional “parabéns pra você”. “Valeu o esforço de todos. Este momento coroa o trabalho intenso de todos os órgãos da Prefeitura, durante o mês de março, para oferecer este festa ao povo curitibano”, disse o prefeito.

LEIA MAIS: Infinitas histórias de uma Curitiba aos 322 anos

A servente Maria Olivina recebeu das mãos do prefeito o primeiro pedaço do bolo. Ela havia chegado ao Parque às 10h. “Que privilégio. Valeu a pena a espera”, disse.

Pelo 14º ano seguido, o bolo gigante é oferecido como um presente à cidade pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Paraná (SIPCEP). Com 600 quilos, é o maior já feito, desde que a iniciativa nasceu, em 2001.

A confecção do bolo começou na segunda-feira passada e só foi concluída na manhã deste domingo, com a montagem das diversas camadas no Parque Barigui. A operação toda exigiu o trabalho de uma equipe de 38 pessoas, coordenada pelo técnico em panificação Eldon Strey.

“É um presente que a gente dá para Curitiba, como forma de retribuir a tudo que a cidade oferece aos panificadores e confeiteiros durante o ano inteiro”, disse o presidente do SIPCEP, Wilson Felipe Borgman.

Nem mesmo a chuva desencorajou os curitibanos. Muitos deles chegaram cedo ao Parque Barigui. Foi o caso Maria Neuza Rosas, que chegou às 11h30 e foi uma das primeiras a formar a fila para o bolo. “Venho todo ano. Vale a pena e Curitiba merece”, disse.

A festa atraiu também gente de fora da cidade. Residente em Cascavel, Ivanilde Miranda foi acompanhada das netas Poliana e Eloísa. “Ainda não conhecia e achei a cidade maravilhosa”, comentou.

As comemorações do aniversário de 322 anos de Curitiba ocorreram durante todo o mês de março, com festas populares realizadas em todas as nove Administrações Regionais da cidade.

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