Curitiba

Doença ainda sem tratamento ameaça pomares de laranja do Paraná

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O greening, doença que ainda não tem tratamento, ameaça os pomares de laranja do Estado. Para enfrentar o problema, o governo do Paraná vai promover, nos principais pólos do Estado, eventos técnicos reunindo proprietários de pomares e especialistas da área. O objetivo é conscientizar os citricultores sobre a necessidade urgente de desenvolverem um trabalho mais eficaz em conjunto para a prevenção da doença, atualmente a mais temida da cultura. Os eventos ocorrem no dia 14 de junho, em Paranavaí, e no dia 20 de junho, em  Londrina.

E o engenheiro agrônomo e fiscal da Agência da Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Ricardo Moraes, faz um alerta para quem se interessa em cultivar mudas de plantas frutíferas. Ele orienta que é importante priorizar mudas de viveiros e comerciantes idôneos, que possuam registro no Ministério da Agricultura e, desta forma, garantir a qualidade da planta. Para Ricardo, adquirir mudas sem registro pode acarretar em prejuízos ao setor agropecuário de toda uma região, as mudas podem levar pragas e doenças às propriedades como os nematóides.  Há uma procura muito grande pelas plantas cítricas, como a laranja.

Café Qualidade

Será realizado, na tarde desta quarta-feira (05), em Curitiba, a etapa final do concurso Café Qualidade Paraná  2013, com a presença do governador Beto Richa e do secretário da Agricultura, Norberto Ortigara. Em 10 anos de existência do concurso, será a primeira vez que o anúncio dos produtores finalistas acontecerá no Palácio Iguaçu. Durante o evento, empresas parceiras que compraram cotas de patrocínio do concurso vão receber pacotes de café especial produzido no Paraná. Com essas cotas, o Governo do Estado pode pagar um ágio de 25% para comprar os lotes de cafés especiais dos produtores finalistas do concurso.

Plano de Armazenagem

O PAP 2013/14, apresentado na terça-feira (04) pelo Ministério da Agricultura, atendeu diversas propostas da FAEP, entre elas a criação do Plano Nacional de Armazenagem, a redução de juros no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), a possibilidade da aquisição pelos produtores rurais de caminhões na linha PSI do BNDES, aumento nos recursos de apoio à comercialização e novos investimentos no sistema nacional de defesa agropecuária. Uma das principais novidades do plano é o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural. Está previsto um aumento de 75% dos valores para a safra 2013/14, passando de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões. (Faep)

Boi

Passado o período de auge da safra da pecuária, os preços do mercado do boi gordo estão firmes e tendem a se manter elevados pelos próximos dois meses, até que uma nova oferta de animais vindas do período de confinamento entre no mercado. A arroba do boi gordo no Paraná está cotada a R$ 97,00. Já os preços do mercado do bezerro e do boi magro devem patinar pelos próximos 20 ou 30 dias, segundo especialistas do setor. Mas ainda de acordo analistas de mercado, o cenário pode virar com uma puxada mais forte nos valores do boi gordo. (Notícias Agrícolas)

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Chuva prejudica colheita do feijão na região Oeste

Na região de Cascavel, os seguidos dias de chuva têm prejudicado a colheita de feijão. Já existe perda por excesso de umidade,  alguns agricultores estão com a cultura madura no campo e não conseguem colher. Várias doenças também aparecem no milho, o que certamente terá um impacto negativo no momento da colheita, tanto em qualidade quanto em quantidade. De acordo com o Simepar, há previsão de sol para toda a semana, o que deve beneficiar o campo de modo geral.

Soja

A falta de soja para comercialização eleva os preços do grão no Paraná. Grande parte da safra está estocada com produtores, aguardando reação do preço no mercado para comercialização. Esta semana, os preços praticados variaram de R$ 58,00 a R$ 62,00 a saca.

Leite

Duas das principais cooperativas de leite do Paraná, Batavo e Castrolanda, montam operação conjunta para garantir a qualidade do leite. Os testes para verificar se há contaminantes ou algumas anormalidades no leite já começam na propriedade. O processo de análise se repete quando o produto chega à cooperativa. Com a operação, os produtos das duas cooperativas são um pouco mais caros, mas a qualidade é superior às demais marcas disponíveis no mercado.

Armazéns 

Produtores e exportadores reclamaram que a falta de armazéns e silos, além de causar filas de caminhões nos portos, também está tornando o custo brasileiro do transporte da lavoura até o comprador cada vez mais alto. De acordo com pesquisas recentes, o aumentou no custo chegou à quase quatro vezes mais em oito anos e, atualmente, está em média 85 dólares por tonelada (cerca de R$ 170). Na Argentina, por exemplo, esse gasto é quatro vezes menor. O sistema logístico brasileiro esteve perto de um colapso. Isso só não aconteceu, segundo especialistas do setor, porque as lavouras de soja e milho não coincidem. (Universo Agro)

Agrotóxicos

Mais de 1,2 mil toneladas de agrotóxicos proibidos no país foram recolhidos, desde a década de 1980 , no Paraná. A principal substância devolvida pelos agricultores do Estado foi o BHC ou hexaclorobenzeno. Os defensivos fazem parte da lista dos 21 Poluentes Orgânicos Persistentes, conhecidos como POPs na lista da Convenção de Estocolmo. Pelo tratado ratificado por diversos países em 2004, diversas substâncias devem ser extintas por causar dos grandes males à saúde humana e ao meio ambiente. (O Estado de Minas)

Índios 

Sob determinação da presidente Dilma Rousseff, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (AGU) foram ao TRF pedir que as futuras ordens de despejo de índios sejam cumpridas após 72 horas. A ideia é dar mais tempo para as polícias se organizarem e, assim, evitar conflitos como o que provocou a morte de um índio em Sidrolândia (MS) na semana passada. (folha.com)

A presidente também escalou Gleisi Hoffmann (Casa Civil) para pedir à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que acalme os ânimos do Cimi (Conselho Indigenista Missionário). E Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) vai receber as lideranças indígenas. Levantamento feito pela Embrapa, com dados de satélite, para o Planalto mostra que as terras indígenas ocupam 13% do território nacional. O mesmo estudo mostra que essa área é quase o dobro da ocupada pela agricultura. (folha.com)

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Herivelto Oliveira relembra trajetória da MPB com Maria Alcina

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ALÔ ALÔ !

Voltei no tempo hoje no Paraná no Ar. Explico !

Uma das entrevistadas no estúdio foi a cantora Maria Alcina. Já sei você tem menos de vinte anos e não tem a menor noção de quem é Maria Alcina. Mas eu tenho quase 50, e me lembro dela cantando Fio Maravilha em 1972 no Festival Internacional da Canção. Vi pela TV ABC (marca famosíssima nos anos 70), que meu pai tinha comprado em 60 prestações para vermos a Copa do Mundo.

Fio Maravilha era um ídolo do Flamengo, que muitos anos mais tarde virou entregador de pizza nos Estados Unidos !

O público veio abaixo quando a cantora com sua voz grave e personalidade forte, subiu no palco ginásio do Maracanãzinho com um visual “Jeannie é um gênio” (que se você tem menos de 40 anos, também não sabe que é um seriado norte americano da segunda metade dos anos 60), e arrebentou… “Foi um verdadeiro gol de placa”, frase do refrão da música que serve bem pra definir aquela apresentação. Os festivais de música daquela época eram como finais de campeonato brasileiro. Reuniam milhares de pessoas dispostas a gritar até à morte na torcida pelas canções favoritas. Era regime militar dos brabos, época de pessoas desaparecidas, época em que os artistas tinham muito a dizer e a expressar.

Naquele dia Maria Alcina escreveu para sempre o nome dela na história visual da MPB. E ela continuou fazendo sucesso nas décadas seguintes, regravando clássicos como “Alô Alô”, ou músicas, digamos, muito mais populares como “Calor na bacurinha” e “Prenda o Tadeu”.

Agora ela apresenta em Curitiba um show com temas de cinema da Atlântida (que foi uma produtora brasileira de mais de 60 filmes entre 1940 e 1960). São músicas que serviram de trilha para Oscarito, Grande Otelo, Norma Bengel e Anselmo Duarte, entre outros. O espetáculo traz arranjos que mostram mais um lado da cantora de mil talentos: a sofisticação.

Mas não pensem que Maria Alcina deixou de lado as extravagâncias: ela que já se vestiu de Carmem Miranda e raspou a cabeça hoje vestia um boá amarelo e um vestido de paetês vermelhos… antes das oito da manhã. É o jeito Maria Alcina de ser !

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